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25/06 - Pesquisa mostra relação entre parto prematuro e déficit de atenção
Levantamento publicado no 'JAMA Pediatrics' analisou dados de mais de 113 mil crianças na Noruega. Aquelas com parto prematuro apresentaram mais sintomas do transtorno. Sintomas de déficit de atenção são mais pronunciados em idade escolar; mas crianças podem receber ajuda antes, indicam pesquisadores Erika Ricci/Bem Estar Crianças que nasceram de parto prematuro apresentaram mais sintomas de déficit de atenção e hiperatividade que os nascidos no tempo considerado adequado, mostra estudo publicado nesta segunda-feira (25) no "JAMA Pediatrics". O trabalho teve como primeira autora Helga Ask, do Instituto Norueguês de Saúde Pública. Autores ressaltam, contudo, que trata-se de uma relação. Nesse momento, não é possível dizer que a idade gestacional cause o transtorno. "Descobrimos que o nascimento precoce está associado a sintomas de TDAH em idade pré-escolar e sintomas de desatenção em crianças em idade escolar", escreveram os autores. Um dado importante é que os autores diferenciaram o e TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) de sintomas de desatenção somente. A partir disso, cientistas observaram que o parto prematuro pode contribuir para aumentar risco de TDAH na pré-escola (por volta dos 5 anos) e de desatenção na idade escolar (por volta dos 7 anos). A relação faz um alerta para que a ciência olhe mais atentamente para como a idade da gestação interfere no cérebro e no desenvolvimento de distúrbios psiquátricos. O estudo também mostra, segundo pesquisadores, a importância de atendimento personalizado para crianças prematuras. Uma intervenção poderia ser util para a prevenção das condições observadas. Resultados do estudo e metodologia Pesquisadores selecionaram 113.227 crianças - desse indivíduos, 33.081 eram irmãos. Depois, participantes foram divididos em grupos a depender do tempo de nascimento: Com nascimento prematuro precoce (parto entre 22 e 33 semanas); Com nascimento prematuro tardio (34-36 semanas); Tempo adequado inicial (37-38 semanas); Parto na semana 39, na semana 40 e na semana 41. Por fim, cientistas avaliaram o surgimento de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) e também de sintomas de desatenção somente. Para a análise, eles cruzaram os dados de sintomas com a idade gestacional. Na idade pré-escolar, a relação entre TDAH e parto prematuro foi mais comum em meninas Paramedic65/Pixabay/CC0 Creative Commons Nos resultados, cientistas não só viram maior presença de sintomas nos nascidos precocemente como também perceberam que a diferença foi mais pronunciada em algumas idades: Sintomas de TDAH foram mais comuns em crianças com 5 anos de idade; Sintomas de desatenção foram mais presentes em crianças com 8 anos; Na idade pré-escolar, a associação entre parto prematuro e TDAH foi mais comum em meninas. Os autores do estudo no "JAMA Pediatrics", em conclusão, assinalaram para a importância de pesquisas que avaliem o impacto do parto prematuro. Eles também pontuaram a necessidade de mais estudos que avaliem a diferença por gênero encontrada.
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25/06 - Pipoca: conheça seus benefícios
Ela é rica em fibras e polifenois, que são antioxidantes e agem inibindo a ação dos radicais livres no organismo. Chef ensina receita de pipoca doce e salgada Pipoca! Qual a relação dela com a saúde? Ela pode reduzir os riscos de doenças cardíacas e de envelhecimento precoce. Para falar sobre o assunto, o Bem Estar desta segunda-feira (25) conversou com o nutrólogo Eduardo Costa Rauen e a nutricionista Tânia Rodrigues. Além de saborosa, a pipoca é uma opção saudável. Ela é rica em fibras e polifenois, que são antioxidantes e agem inibindo a ação dos radicais livres no organismo, diminuindo o envelhecimento precoce, riscos de doenças cardíacas e oxidação de colesterol. Além disso, o milho é fonte de vitaminas do complexo B, manganês e magnésio, presentes principalmente na casca. Mas o Bem Estar alerta: apesar da pipoca ter bastante fibra, ela não substitui o consumo de frutas e hortaliças. Como preparar? Prefira fazer a pipoca em casa e evite colocar muito sal, açúcar, manteiga e condimentos. Outra dica é preparar a pipoca sem óleo, pois ele elimina as propriedades antioxidantes da pipoca e deixa o alimento mais calórico. Anote os três motivos para consumir pipoca: Uma porção de duas colheres de sopa contém quase 10% das fibras necessárias para o dia inteiro. Melhora o trânsito intestinal. Ajuda a emagrecer porque dá saciedade – mas não vale comer um balde gigante! Como manter a pipoca crocante? Veja o programa desta segunda-feira (25) sobre pipoca
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25/06 - Pesquisa encontra contaminação em 90% de saladas prontas para consumo em delivery e fast food
Estudo foi feito em Campinas no Centro Universitário UniMetrocamp Wyden. Uma única amostra apresentou mais de 1 milhão de bactérias. Nível de coliformes fecais identificado é superior ao permitido pela Anvisa. Pesquisa em Campinas encontra contaminação grave em saladas de delivery e fast foods Pedir salada delivery ou optar pelas verduras embaladas em refeições tipo fast food exige cuidado na hora de consumí-las, em busca de uma alimentação saudável. A ideia do "pronta para cosumo" esbarra no alto risco de contaminação. Uma pesquisa feita em Campinas (SP) encontrou bactérias em 90% das amostras de saladas analisadas. São micro-organismos causadores de infecções intestinais, pulmonares e até faringite. Os testes microbiológicos foram feitos pelo Centro Universitário UniMetrocamp Wyden em saladas in natura, sendo 12 provenientes de entregas delivery e as outras oito de fast foods. Dezoito delas continham coliformes fecais em quantidade dez vezes maior do que o tolerável pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Saladas à base de verduras e legumes crus, temperados ou não, em molho ou não, o limite é de 100 Unidades Formadoras de Colônia (UFC) por grama ou mililitro. Deve ter total ausência de salmonella", informou o órgão federal, por nota. Apenas duas das saladas analisadas estavam próprias para o consumo humano. "O que surpreendeu foi a quantidade de coliformes que estavam presentes nas amostras. A Anvisa preconiza em torno de 10², ou seja, 100 [coliformes por grama]. Nós encontramos dez vezes mais. A gente quer chamar a atenção dessas pessoas que comercializam esses produtos", afirma a doutora em ciências de alimentos, bióloga, professora e coordenadora do estudo, Rosana Siqueira. Bactérias encontradas em saladas prontas para o consumo durante estudo em universidade de Campinas Patrícia Teixeira/G1 Esses alimentos já ficam submetidos ao plantio com adubos, fertilizantes e irrigação, às vezes inadequada. Por isso o cuidado em lavá-los é fundamental. "Esse produto já chega pro comerciante numa quantidade elevada de micro-organismos. [...] Tomates, pepinos, rabanetes, que muitas vezes são consumidos com a casca, nós temos que dar maior atenção. E principalmente também as verduras, o talo, que fica muito em contato com o solo", explica. Saladas de delivery e fast foods foram analisadas em pesquisa de biomedicina em Campinas Patrícia Teixeira/G1 Bactérias do mal A pesquisa faz parte do trabalho de conclusão de curso de graduação em biomedicina das alunas Milene Almeida, Tamires Teixeira e Jacqueline Camargo. Consumidoras de saladas, elas ficaram surpresas com os resultados. "Nas fast foods nós fomos até os locais, pegamos essas amostras e trouxemos pra cá pra fazer a inoculação [colocar o alimento num meio específico para testar se há crescimento de micro-organismos]. A mesma coisa aconteceu com as de delivery, nós ligamos e eles trouxeram pra gente aqui", explica Milene. Em 11 amostras também foi encontrada a Escherichia coli, principal indicativo de contaminação fecal. Esta bactéria está presente na microbiota instestinal humana e de animais, segundo as pesquisadoras. Oportunista por prejudicar ainda mais a saúde de quem já está em uma condição debilitada, a bactéria Pseudomonas aeruginosa apresentou quantidades acima de 1,2 milhão em uma única amostra proveniente de entrega delivery. Outra bactéria que chamou a atenção foi a Staphylococcus aureus, presente habitualmente nas fossas nasais. A ingestão dela pode provocar intoxicação alimentar. Bolores e leveduras também estavam presentes nas amostras de saladas. "Também são indicativos da falta de higienização". "Pra pessoas imunocomprometidas, ela pode causar desde doenças gástricas até uma pneumonia. A Escherichia coli causa diarreia, náusea, febre. O Staphylococcus aureus [...] pode causar intoxicação alimentar, que é muito comum na população", alerta Jacqueline. Rosana e as pesquisadoras Milene, Tamires e Jacqueline durante análise de amostras de saladas em estudo desenvolvido em Campinas Patrícia Teixeira/G1 Tem que lavar de novo A saída é lavar a salada de novo. Sim, lavar tudo antes de consumir. A coordenadora ensina que a melhor substância para higienizar verduras e frutos é a água sanitária, produto acessível à população. São 10ml de água sanitária para 1 litro de água potável, com 10 a 15 minutos de imersão. Em seguida, é importante lavar na água corrente antes do consumo. "Se você estiver em um local que não tem essa possibilidade, tempere essa salada. Use vinagre ou um limão. Não vai dar 100% de segurança, mas já ajuda. É melhor", ensina Rosana. Rosana lembra que a tábua usada para cortar esses alimentos também precisa ser devidamente higienizada com água sanitária, e lavada em água corrente, em seguida. O uso de luvas, máscara e touca de cabelo pelo preparador do alimento é indispensável, segundo a pesquisadora. Quem não tiver condições de higienizar a salada pode usar vinagre e limão, que reduzem a contaminação, como tempero. Pesquisadora Tamires Teixeira analisa amostra de salada vendida pronta para consumo durante pesquisa em Campinas Patrícia Teixeira/G1 Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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25/06 - Crianças separadas de seus pais: quais as consequências?
Estudos científicos mostram que a separação de crianças de seus pais deixa sequelas no cérebro infantil. Fenômeno ficou conhecido como 'stress tóxico'. Doutora Ana responde: O cérebro de crianças separadas de seus pais O mundo está estarrecido com as imagens das crianças imigrantes que foram abruptamente separadas de seus pais e colocadas em abrigos. Inimaginável supor que, em pleno século XXI, com todo o conhecimento científico de que atualmente dispomos, sejamos ainda testemunhas oculares de tal atrocidade. Todos estamos chocados. No entanto, saindo da ótica emocional e entrando no campo racional da neurociência, esta situação pode ficar ainda pior quando se entende as consequências devastadoras que tal fato pode significar para o resto da vida destas crianças. Nascemos com mais de 1 bilhão de neurônios prontos e formados. Estes neurônios, no entanto, precisam se ligar, se conectar entre si, formando uma complexa rede essencial à execução de funções como aprendizado, relacionamentos emocionais e tantas mais. Podemos comparar nosso cérebro a um computador que, quanto mais conectado, mais é capaz de desempenhar funções específicas. Cada conexão entre neurônios se chama “sinapse”. O mais incrível de tudo é saber que um pequeno bebê pode fazer o número impressionante de 700 sinapses por segundo. Exatamente isso: 700 sinapses em um segundo, desde que estimulado para isso. Qual é o maior e melhor estímulo? O vínculo afetivo que este bebê desenvolve com pais e/ou cuidadores. Todo este processo se chama “neuroplasticidade” e acontece essencialmente nos primeiros 5 anos de vida, principalmente nos primeiros 2 anos. A formação desta “arquitetura cerebral” é que estrutura o ser humano em sua plenitude cognitiva e psicoemocional. Em foto de 18 de junho de 2014, duas jovens dormem em uma cela, enquanto crianças são separadas por idade e gênero, enquanto centenas de imigrantes são registrados e mantidos no Centro de Alfândega e Colocação e Proteção de Fronteiras dos EUA, em Nogales, Arizona AP Photo/Ross D. Franklin, Pool No final do século XX o neurocientista Charles Nelson, professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, estudou crianças romenas que foram separadas de seus pais e publicou importantes trabalhos científicos demonstrando que as crianças que foram deixadas em abrigos, sem vínculos afetivos fortes, “desfizeram” várias conexões cerebrais já feitas. Os estudos evidenciaram que a “arquitetura cerebral” destas crianças foi irreversivelmente danificada. Este agravo foi chamado de “ stress tóxico” e pode acontecer em crianças pequenas, quando submetidas a uma situação de risco emocional impactante como negligência, abuso, maus tratos ou abandono súbito. Estamos chocados – sob as perspectivas emocional e racional- e temos razão para isso. Se esta situação não for resolvida rapidamente, estas crianças podem ter seu futuro cruelmente comprometido pela ignorância e pela desumanidade injustificáveis em um país que se considera o maior do mundo.
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25/06 - Vacina da gripe: municípios com estoque ampliam grupo com indicação de dose gratuita
A partir desta segunda-feira (25), cidades com doses da vacina devem ampliar campanha para adultos entre 50 e 59 anos e crianças entre 5 e 9 anos, diz Ministério da Saúde. Imagem de junho deste ano mostra baixa procura por vacina da gripe em Presidente Prudente (São Paulo) Reprodução/TV Fronteira O Ministério da Saúde informa que os municípios que ainda tiverem doses de vacina contra a gripe podem ampliar a vacinação para crianças entre 5 e 9 anos e adultos entre 50 e 59 anos a partir desta segunda-feira (25). Oficialmente, a campanha de vacinação contra o influenza acabou na sexta (22). Durante a vigência da campanha nacional, a vacina estava sendo destinada para crianças entre 6 meses e 5 anos e para idosos a partir de 60 anos -- além de outros grupos prioritários (veja abaixo). A ação já estava prevista pela pasta e 17 capitais com estoques da vacina já haviam anunciado na sexta-feira (22) a expansão da cobertura e da campanha de vacinação enquanto houvesse estoques do imunizante. Confira a atualização dos grupos com recomendação (imunização agora depende do estoque de cada cidade): Professores da rede pública e privada; Profissionais de saúde; Crianças entre 6 meses e nove anos; Gestantes; Mulheres com parto recente (com até 45 dias); Adultos entre 50 e 59 anos; Idosos a partir de 60 anos; Povos índigenas; Portadores de doenças crônicas; População privada de liberdade (inclui funcionários do sistema prisional e menores infratores). Aqueles grupos com recomendação que ainda não se vacinaram também podem continuar procurando os postos de saúde, diz o ministério. Agora, no entanto, a imunização vai depender da disponibilidade da vacina. “Foram dois meses de oportunidade exclusivamente para o grupo prioritário se vacinar. Agora, a recomendação é que as doses sejam disponibilizadas também para esses outros públicos”, diz Gilberto Occhi, ministro da Saúde, em nota. Coberturas vacinais da campanha Entre os grupos da campanha até o dia 22, as crianças haviam registrado a menor cobertura, informa o Ministério da Saúde. Confira, abaixo, a taxa de cobertura por grupo até o dia 21 de junho. Dentre as regiões, o Sudeste ficou com a menor taxa de vacinados durante a campanha. Confira o gráfico:
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24/06 - Oito razões pelas quais o plástico conquistou o mundo
Maleabilidade, praticidade e higiene fizeram desse material um queridinho dos humanos por mais de um século - até seu uso começar a sair do controle. Homem trabalha separando garrafas de plástico num galpão em Jalandhar, na Índia Shammi Mehra/AFP O plástico é hoje um conhecido vilão do meio ambiente. Ele demora a se decompor e vem poluindo cada vez mais os oceanos, sendo uma ameaça à vida marinha - a ponto de diversas cidades, como Rio de Janeiro, "declararem guerra" aos canudos ou a outros itens plásticos de uso único. E como será que esse material se tornou tão presente no nosso cotidiano? O cientista de materiais e apresentador Mark Miodownik analisa a complicada relação humana com o plástico e sua importância na vida moderna: A versatilidade do plástico o tornou amplamente usado Reprodução/Pequenas Empresas & Grandes Negócios 1. Os primeiros plásticos substituíram o marfim Surpreendentemente, o primeiro plástico comercial foi feito de algodão. Em 1863, o marfim de elefantes, então amplamente usado para produtos cotidianos, como candelabros, guarda-chuvas, bolas de sinuca e teclas de piano, estava se tornando escasso. Para enfrentar a carência do material, um fabricante americano de bolas de sinuca ofereceu US$ 10 mil a qualquer inventor capaz de encontrar uma alternativa. O inventor amador John Wesley Hyatt aceitou o desafio e começou a experimentar materiais feitos de lã de algodão e ácido nítrico. Acabou inventando o nitrocelulose, que chamou de "celuloide", um material amarelado maleável capaz de tomar formas distintas. No entanto, as bolas feitas de celuloide eram levemente explosivas e produziam um barulho alto quando se chocavam entre si. De qualquer modo, a invenção de Hyatt acabou tendo milhares de usos distintos - tanto que a celuloide comercial acabou permitindo o desenvolvimento do filme cinematográfico. O que nos leva para o item 2... Plástico descartável é conveniente, mas cobra seu preço do meio ambiente José Marcelo/ G1 PI 2. O plástico pavimentou o caminho do cinema O primeiro carretel de filme para cinema era, na verdade, feito de papel. A maleabilidade e a força da celuloide faziam dela o material perfeito para aumentar a praticidade da produção cinematográfica. Esse plástico inflamável se destacava porque poderia ser confeccionado em longas tiras e pintado com químicos que mudavam conforme a presença da luz. Por isso, a celuloide acabou permitindo a ampla produção e distribuição de filmes da indústria de Hollywood. 3. Baquelite: Um material de mil usos Em 1907, entrou em cena o baquelite, uma resina sintética que era subproduto da queima de carvão. Era um material quebradiço e de coloração marrom-escura, mas com benefícios: podia ser moldado em formatos distintos e era muito duradouro. Além disso, sua propriedade como isolante elétrico o tornava perfeito para instalações, tomadas e soquetes de luz. O baquelite abriu caminho para o desenvolvimento de outros plásticos sintéticos que viriam nos 50 anos seguintes. 4. O plástico influenciou a Segunda Guerra Mundial Nos anos 1930 e 1940, cientistas petroquímicos criaram diversos plásticos novos, inclusive o polietileno, que teve um papel vital na Segunda Guerra Mundial: era usado para isolar as longas linhas elétricas usadas pelos radares aéreos das forças aliadas (formadas primordialmente por Reino Unido, Estados Unidos, União Soviética e China), ajudando-os, por exemplo, a proteger a frota naval britânica no oceano Atlântico. "(O plástico) deu aos nossos (militares) uma vantagem, e há quem diga que ele contribuiu para o desfecho da guerra", diz Susan Lambert, curadora do Museu do Design em Plástico na Universidade de Artes de Bournemouth, na Inglaterra. O material teve incontáveis usos militares: o nylon serviu para substituir a seda na fabricação de paraquedas; o acrílico foi usado nas janelas de compartimentos de tiro dos tanques e capacetes de plástico tomaram o lugar dos de metal, que eram mais pesados. A invenção de novas utilidades também coincidiu com um crescimento exponencial da indústria plástica. 5. A música pôde ser gravada Até meados do século 19, só era possível escutar música que fosse tocada diretamente dos instrumentos musicais. Isso mudou com o clindro fonográfico, inventado por Thomas Edison em 1877. Feitos de cera, os primeiros cilindros permitiram a gravação e a reprodução do som, mas a mudança para o plástico aumentou drasticamente a vida útil das gravações, permitindo que elas fossem tocadas por anos e anos. Vieram depois os discos de vinil, as gravações em cassete e os CDs, tornando a música acessível ao público em grande escala - tudo graças ao plástico. O plástico permitiu que a música fosse gravada e reproduzida Reprodução/TV Globo 6. Hospitais se tornaram mais higiênicos Ao adicionar químicos extras ao plástico, inventores descobriram que conseguiam deixá-lo mais elástico e maleável. Essas propriedades o tornaram perfeito para equipamentos hospitalares e, assim, garrafas de vidro e tubos de borracha - difíceis de serem esterilizados e suscetíveis a rachaduras - foram substituídos por bolsas de sangue e tubos plásticos. Além disso, seringas descartáveis facilitaram a higiene em hospitais e ajudaram a salvar vidas. 7. Descarte conveniente Depois da Segunda Guerra Mundial, a indústria petroquímica viveu grande expansão, desenvolvendo dezenas de novos materiais plásticos. Foi a chamada "revolução do plástico". Economias de escala tornaram o material muito barato quando fabricado em grandes quantidades. Por volta dos anos 1960, surgiu o plástico de uso único - canudos, copinhos, colheres e etc -, que conquistou consumidores por ser completamente descartável e livrá-los da tarefa de ter que lavar louças após a festa de aniversário. Nasceu aí a cultura do descartável, que cobraria um alto preço do meio ambiente. 8. Plástico reduz o desperdício de comida Segundo a FAO, braço da ONU para alimentação e agricultura, a América Latina e o Caribe perdem ou desperdiçam anualmente 15% dos seus alimentos disponíveis. E um aliado contra o desperdício é a embalagem plástica. "Uma das grandes vantagens dessas embalagens é a quantidade de tempo adicional que elas dão às pessoas para levar o alimento (produzido) no campo até a gôndola do supermercado", diz o cientista de materiais Phil Purnell. "Isso nos permite proteger alimentos no transporte." Embalagens plásticas foram cruciais no transporte e armazenamento de alimentos Fabio Rodrigues/G1 O que deu errado? Hoje, porém, nossa dependência de produtos plásticos baratos, rapidamente descartáveis e extremamente duradouros gerou um problema ambiental grave, sobretudo nos oceanos, onde vai parar grande parte dos produtos descartados - e onde eles permanecem por décadas ou séculos. Os oceanos recebem, a cada minuto, o equivalente a um caminhão cheio de plástico. É crucial, portanto, mudar a forma como usamos e valorizamos esse material. O mantra que tem guiado isso é reduzir o consumo, reutilizar o que já existe e reciclar o que precisar ser descartado.
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24/06 - A medicina se aproxima cada vez mais da espiritualidade
Vem crescendo o número de estudos sobre o seu impacto na saúde física e mental dos pacientes Uma dupla de peso integrou a única mesa do XXI Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia que debateu o tema espiritualidade: Anna Cristina Pegoraro de Freitas, psicóloga e mestre em ciências da religião pela PUC-Minas, onde dá aulas; e Anita Liberalesso Neri, também psicóloga e professora do programa de pós-graduação em gerontologia na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Nas últimas três décadas, houve um notável crescimento no número de estudos que abordam questões relacionadas às implicações da religiosidade e espiritualidade na saúde física e mental dos pacientes. Espiritualidade e medicina: estudos mostram efeito benéfico para pacientes https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=52164810 A professora Anna Cristina pontuou as diferenças entre religião, religiosidade e espiritualidade. De acordo com os teóricos, entre os quais se destaca Harold G. Koenig, religião é um sistema organizado de crenças, práticas, rituais e símbolos designados para facilitar o acesso ao sagrado. A religiosidade se dá quando um indivíduo acredita, segue e pratica uma religião e a espiritualidade é a busca pessoal para entender questões relacionadas ao sentido da vida e as relações com o transcendente – e pode ou não levar ao desenvolvimento de práticas religiosas. “Revisões sistemáticas avaliaram que intervenções religiosas e espirituais tiveram resultados promissores, como menor ansiedade e depressão, em alguns contextos específicos, assim como menos dor, melhor funcionalidade e maior qualidade de vida em pacientes com câncer”, ela relatou. Apesar de reconhecer a importância de religião e espiritualidade no conjunto de estratégias para lidar com circunstâncias adversas, a professora Anita fez uma ressalva sobre o que chamou de um excesso de expectativas sobre a construção de uma maior resiliência psicológica, ou seja, a capacidade de se recuperar de reveses. “Cuidado para não usarmos a resiliência de maneira muito pródiga”, afirmou Anita, “como se estivesse ao alcance de todos. Pessoas desfavorecidas estão mais expostas, porque são impactadas continuamente. Não esqueçamos que vantagens geram vantagens e desvantagens geram desvantagens”. A Duke University tem um centro dedicado à espiritualidade, teologia e saúde. A universidade criou inclusive uma Escala de Religiosidade, que abrange cinco questões envolvendo a frequência com que a pessoa vai a uma igreja, templo ou encontro religioso; a dedicação do seu tempo a atividades religiosas; se sente a presença de Deus; se crenças religiosas estão por trás de toda a sua maneira de viver; e se se esforça para viver a religião em todos os aspectos da vida. A médica norte-americana Christina Puchalski desenvolveu o Questionário FICA, que inclui perguntas sobre se o paciente gostaria que o profissional de saúde considerasse a questão da religiosidade/espiritualidade no tratamento. “Quando alguém está vivendo momentos de dor intensa, ou talvez enfrentando os momentos finais de sua vida, surgem muitas questões relacionadas com a espiritualidade. Não se trata apenas de administrar morfina ou medicamentos para aplacar a dor, e sim de ouvir aquele paciente”, defendeu em vídeo disponível no YouTube. Esse blog já havia tratado do assunto numa entrevista com o cardiologista Roberto Esporcatte, professor-adjunto de cardiologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e presidente do Gemca, o Grupo de Estudos em Espiritualidade e Medicina Cardiovascular. Na ocasião, ele disse que conhecer os valores espirituais do paciente deveria fazer parte da anamnese.
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23/06 - Cientistas explicam por que o gotejar da torneira tem um barulho tão característico
Bolha de ar atua como alto-falante acústico, diz estudo publicado na 'Scientific Reports'. Autor da pesquisa decidiu estudar fenômeno após não conseguir dormir na casa de um amigo. Barulho de gota da torneira é incômodo para muitos -- e para o autor do estudo publicado na 'Scientific Reports" Jonathans Lins / G1 O mistério que se esconde por trás do incômodo do barulho do gotejar de uma torneira acaba de ser dissipado por um grupo de pesquisadores, que propõem um remédio simples para solucioná-lo: o detergente líquido. Segundo os cientistas, não é a gota em si que provoca o barulho, mas uma bolha de ar que é criada quando a gota cai sobre a superfície, destacam esses pesquisadores em um estudo publicado na "Scientific Reports" nesta sexta-feira (22). "Sem a bolha não há barulho", explica à AFP Peter Jordan, pesquisador CNRS no Instituto Prime e coautor do estudo. " Essa bolha de ar faz a superfície da água vibrar. Ela atua como um alto-falante acústico, o que gera o ruído que todos conhecemos", conclui. Um "ploc ploc" breve, claro e agudo que rapidamente se torna um barulho incômodo durante a noite. Autor do estudo não conseguia dormir com o barulho Um dos autores do estudo, Anurag Agarwal, do Departamento de Engenharia da Universidade de Cambridge, disse que se interessou pelo tema depois de se ver diante do irritante ruído na casa de um amigo. "Quando não conseguia dormir por culpa do barulho da água comecei a refletir sobre o problema", lembra Agarwal. Falou da questão com dois pesquisadores e "nos surpreendemos ao descobrir que ninguém havia realmente encontrado a causa deste barulho", assegura Anurag Agarwal, citado no comunicado da Universidade de Cambridge. No momento do impacto, é formada uma espécie de cavidade, depois surge um pequeno jato de líquido e cria-se uma bolha de ar. Até agora, a nível sonoro, os cientistas haviam se focado mais no barulho produzido pela queda da gota na água do que no que é gerado no ar, destaca Peter Jordan. Detergente pode resolver 'problema' Os pesquisadores registraram com um microfone o som propagado no ar e com um hidrofone captaram o som disperso na água. A fim de modificar as propriedades elásticas do líquido, adicionaram detergente líquido à água. "Constatamos que isso impedia a formação da bolha de ar e que não havia mais barulho", explica Jordan. "Um pouco de detergente líquido na água pode potencialmente resolver o problema", concluem. "Nosso estudo, no entanto, é válido para uma certa velocidade de impacto e um certo tamanho da gota de água".
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23/06 - Cidades com vacina da gripe podem oferecer dose para outros grupos, diz Ministério da Saúde
A partir de segunda-feira (25), municípios com estoque de doses podem oferecer o imunizante para crianças entre 5 e 9 anos e para adultos entre 50 e 59 anos. Campanha de vacinação contra a gripe tem ampliação de grupo em cidades com estoques de vacina Secretaria de Saúde do Recife/Divulgação Após o fim da campanha nacional contra a gripe nesta sexta-feira (22), o Ministério da Saúde diz que os municípios que ainda tiverem doses podem ampliar a vacinação para crianças entre 5 e 9 anos e adultos entre 50 e 59 anos a partir de segunda-feira (25). Antes, a vacina estava sendo destinada para crianças entre 6 meses e 5 anos e para idosos a partir de 60 anos -- além de outros grupos prioritários (veja abaixo). A ação já estava prevista pelo Ministério da Saúde e 17 capitais com estoques da vacina já haviam anunciado na sexta-feira (22) a expansão da cobertura e da campanha de vacinação enquanto houver vacina. Confira a atualização dos grupos com recomendação (imunização agora depende do estoque de cada cidade): Professores da rede pública e privada; Profissionais de saúde; Crianças entre 6 meses e nove anos; Gestantes; Mulheres com parto recente (com até 45 dias); Adultos entre 50 e 59 anos; Idosos a partir de 60 anos; Povos índigenas; Portadores de doenças crônicas; População privada de liberdade (inclui funcionários do sistema prisional e menores infratores). Aqueles grupos com recomendação que ainda não se vacinaram também podem continuar procurando os postos de saúde, diz o ministério. Agora, no entanto, a imunização vai depender da disponibilidade da vacina. “Foram dois meses de oportunidade exclusivamente para o grupo prioritário se vacinar. Agora, a recomendação é que as doses sejam disponibilizadas também para esses outros públicos”, diz Gilberto Occhi, ministro da Saúde, em nota. Entre os grupos da campanha até o dia 22, as crianças haviam registrado a menor cobertura, informa o Ministério da Saúde. Confira, abaixo, a taxa de cobertura por grupo até o dia 21 de junho. Campanha nacional e mortes A imunização contra a gripe é feita de forma sazonal (todos os anos antes do inverno) e não está disponível o ano inteiro no calendário de imunizações do ministério. A vacinação em 2018 começou no dia 23 de abril. Até o dia 16 de junho, o Brasil registrou 3.122 casos de influenza em todo o país e 535 óbitos. Entre as crianças, o número de mortes triplicou, de 14 para 2017 para 44 em 2018. O Ministério da Saúde também divulgou a cobertura vacinal por região. O Sudeste teve o menor índice de vacinados.
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23/06 - Justiça derruba liminar e mantém reajuste de plano de saúde individual em 10%
Antes, ação movida pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) pedia teto de 5,72% para aumento. Decisão decidiu considerar custos dos planos. Reajuste de plano individual poderá ser de até 10% TV Anhanguera/ Reprodução/Arquivo O Tribunal Regional Federal da 3ª Região suspendeu liminar que fixava o reajuste de planos de saúde individuais e familiares em 5,72% na noite de sexta-feira (22). Agora, o aumento para esses planos não relacionados ao trabalho ou a categorias profissionais poderá ser de até 10%. A decisão foi proferida após recurso movido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), entidade que regula o setor de planos de saúde no país. A ANS interpôs recurso após a Justiça acatar um pedido do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) no começo de junho. O Idec pedia teto de 5,72% para o aumento dos planos individuais. A entidade argumentou que o aumento não poderia ser maior à inflação dada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o segmento de saúde e cuidados pessoais. ___________________________________________________________________________ Resumo Reajuste de plano individual, feito todos os anos, poderá ser de até 10%; Decisão anterior pedia reajuste máximo de 5,72%; Impasse está sobre atrelar o reajuste à inflação ou ao aumento dos custos dos planos; Idec questiona metodologia do reajuste; já a ANS, diz que métodos têm por base estudos internacionais. ____________________________________________________________________________ Já nessa nova decisão, o desembargador Neilton dos Santos considerou um "equívoco" atrelar o reajuste de planos ao IPCA, uma vez que a variação de custos dos planos deve ser considerada. "É equivocado comparar-se o Índice de Preços Amplo – IPCA, do IBGE, aos índices de reajustes autorizados aos planos de saúde, uma vez que aquele é representativo de preços, ao passo que este leva em conta a variação de custos" --- Neilton dos Santos (desembargador). Em 2017, o aumento autorizado foi de 13,55%. Em nota, o Idec lamentou a decisão "tomada apenas considerando os argumentos das empresas sem levar em conta os fatos gravíssimos que o Idec e as organizações de defesa do consumidor vem denunciando há anos." ANS usa média de reajustes cobrados em planos coletivos para definir percentual para planos individuais Pixabay/CC0 Creative Commons Impasse sobre a metodologia do reajuste O Idec questiona a maneira como a ANS faz o cálculo do reajuste dos planos individuais e cita que estuda possibilidades de recurso, "já que o Tribunal de Contas da União aponta erros na metodologia que vem sendo utilizada pela agência". "A decisão desconsidera a gravidade dos erros na metodologia dos reajustes aplicados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e ignora suas falhas, permitindo que a lesão aos consumidores se agrave" - Idec (Instituto de Defesa d o Consumidor). Já a ANS, defendeu em recurso que a metodologia aplicada ao reajuste "é amparada em estudos internacionais que legitimam todos os percentuais já autorizados". Ainda, a agência defende que o cálculo dos reajustes é feito para refletir o impacto de custos de novos procedimentos, constantementes atualizados pelo rol de serviços e eventos em saúde. A agência usa média de reajustes cobrados em planos coletivos para definir percentual para planos individuais. Por fim, o relator da decisão argumenta que derrubou a liminar com base nos argumentos interpostos e na complexidade do tema. "Ao argumento de que a matéria debatida é complexa, necessitando da análise de provas técnicas e de falta de urgência, pleiteia a agravante a suspensão da decisão recorrida", concluiu o desembargador.
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22/06 - Estado de SP ainda não alcançou meta de vacinação contra a gripe de crianças e grávidas
Campanha acabou nesta sexta-feira (22), mas os municípios que ainda tiverem doses poderão continuar a vacinação. Vacina contra a gripe Gil Leonardi/Divulgação O estado de São Paulo ainda precisa vacinar cerca de 950 mil crianças de seis meses a cinco anos e 170 mil grávidas contra a gripe. Estes são os dois grupos-prioritários que ainda não alcançaram a meta de imunizar 90% da população. O índice vacinal do grupo das crianças está em 58,3% e das grávidas em 59,1%. A campanha para os grupos prioritários acabou nesta sexta-feira (22), mas as ações de vacinação vão continuar. A partir de segunda-feira (25), os municípios que ainda tiverem doses poderão continuar vacinando os grupos-prioritários e incluir outos dois novos grupos: adultos de 50 a 59 anos e crianças de 5 a 9 anos. Grupos prioritários a partir de segunda-feira (25) - Crianças de 5 a 9 anos; - Adultos de 50 e 59 anos; - Crianças de 6 meses a cinco anos; - Crianças de cinco a nove anos; - Adultos entre 50 a 59 anos; • Idosos (com mais de 60 anos); • Trabalhadores da saúde; • Gestantes; • Puérperas (mulheres que estão amamentando); • Professores das redes pública e privada; • Indígenas; •Pessoas privadas de liberdade (incluindo adolescentes cumprindo medidas socioeducativas); • Profissionais do sistema prisional • Pessoas com doenças que aumentam o risco de complicações em decorrência da influenza. A Secretaria Estadual da Saúde já vacinou 9,9 milhões de paulistas contra o vírus Influenza. A meta é imunizar 10,7 milhões de pessoas. Os grupos prioritários de idosos, puérperas, professores e indígenas já ultrapassaram a meta de 90% de vacinados. Segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina protege contra três tipos de vírus. Capital A capital decidiu estender a campanha de vacinação por mais um dia para os grupos prioritários. Neste sábado (23), 70 postos de saúde vão funcionar. Os postos abrem às 8h, mas o horário de fechamento é diferente para cada unidade. Confira o horário de funcionamento no site da Prefeitura. Para tomar a vacinar, é preciso levar documento de identificação e, se possível, a carteira de vacinação e cartão SUS. Os profissionais de saúde e educação precisam apresentar holerite ou crachá de identificação. Portadores de doenças crônicas e outras comorbidades devem levar a receita da medicação que faz uso com data dos últimos seis meses. A cidade de São Paulo ainda não atingiu a meta de vacinar 90% da população desses grupos. De acordo com o último balanço da Secretaria Municipal da Saúde, a cobertura está em 71,7%. O índice de vacinação continua abaixo do esperado entre as gestantes (48,1%), crianças de 6 meses a 5 anos (50,1%). Novos grupos Na capital, a partir de segunda-feira (25), os prioritários vão ter que dividir a vacina com dois novos grupos. O público-alvo foi estendido para crianças entre 5 e 9 anos e adultos entre 50 e 59 anos.
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22/06 - Descoberta arqueológica em Minas Gerais revela práticas funerárias pré-históricas no Brasil
A descoberta de 39 esqueletos humanos na região de Lagoa Santa indica que os povos que viviam no território do país tinham hábitos mais complexos do que se imaginava. Os esqueletos encontrados na Lapa do Santo indicam que os povos que viviam ali eram muito mais complexos do que se imaginava André Strauss/Divulgação A descoberta de 39 esqueletos humanos, com idades entre 8 mil e 11 mil anos na região metropolitana de Belo Horizonte, está ajudando a redefinir o que se sabia sobre os primeiros brasileiros. O achado ocorreu na Lapa do Santo, uma pequena caverna no município de Lagoa Santa. São os ossos mais antigos do Brasil e revelam que, ao contrário do que se pensava até agora, os povos que viviam no local naquela época eram complexos e tinham práticas funerárias altamente elaboradas. A novidade é resultado do projeto Morte e vida na Lapa do Santo: uma biografia arqueológica dos povos de Luzia, coordenado pelos pesquisadores André Strauss, do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), e Rodrigo de Oliveira, do Instituto de Biociências (IB), ambos da Universidade de São Paulo (USP). É um trabalho de pesquisa interdisciplinar, que tem como objetivo caracterizar como viviam as populações que estavam no Brasil central durante o Holoceno Inicial (Holoceno é o período geológico que começou há 11.500 anos e se estende até o presente). De acordo com Strauss, os esqueletos desencavados eram de idosos, crianças, homens e mulheres. "Todos tinham sinais de rituais mortuários", revela. "Alguns estavam queimados, outros pintados de vermelho e alguns combinavam crânios de crianças com corpos de adultos, ou dentes de uma pessoa com a arcada de outra. O que chamou a atenção também é que esses sinais variavam dependendo da idade arqueológica dos ossos. Isso pode significar que os povos que habitavam a região alteraram sua forma de tratar os corpos dos mortos ao longo do tempo. Essa descoberta é inédita na arqueologia brasileira." Os primeiros americanos A região tem dezenas de sítios arqueológicos que vêm sendo escavados e pesquisados desde 1843 André Strauss/Divulgação A região onde trabalham os arqueólogos, Lagoa Santa, está entre as mais ricas em restos de culturas pré-históricas do Brasil. Ali, dezenas de sítios arqueológicos vêm sendo escavados e pesquisados desde 1843, quando o naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801-1880), considerado o pai da paleontologia brasileira, descobriu ossadas humanas misturadas com as de animais já extintos. Desde então, centenas de crânios e outros ossos humanos foram desenterrados do local. Entre eles, o mais antigo de que se tem registro no Brasil, com 11.300 anos, descoberto em 1974, pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire, no sítio chamado Lapa Vermelha IV. Como era de um indivíduo do sexo feminino, foi batizada de Luzia pelo bioantropólogo Walter Alves Neves, também da USP, que foi orientador de Strauss e Oliveira, que agora dão continuidade ao seu trabalho. Em 1995, ele fez medidas antropométricas do crânio, que mostraram que Luzia tinha mais a ver com os africanos do que com os índios atuais. Com base nisso e em outras descobertas, ele elaborou sua hipótese para a ocupação das Américas, apresentada no livro O povo de Luzia - em busca dos primeiros americanos, em coautoria com o geógrafo Luís Beethoven Piló. A hipótese propõe que os primeiros americanos chegaram ao continente em duas levas migratórias, uma há 14 mil anos e a segunda há 11 mil, vindas da Ásia pelo estreito de Bering. A primeira seria composta por uma população com traços semelhante aos dos africanos e aborígines australianos. A segunda era de indivíduos parecidos com asiáticos e índios americanos atuais. Ao longo do tempo, os dois povos se miscigenaram no novo mundo. Para outros estudiosos, no entanto, os indígenas atuais ou ameríndios e os primeiros que chegaram à região de Lagoa Santa fazem parte de um mesmo tipo, cujas diferenças morfológicas podem ser explicadas pela variabilidade natural que existe dentro de qualquer população. A pesquisas de Strauss e Oliveira poderão ajudar a elucidar a questão. Segundo Strauss, o projeto segue em pleno andamento com a escavação da Lapa do Santo e a análise do material encontrado. "Isso inclui estudos morfológicos, de microvestígios, isótopos, datação, antropologia virtual, micromorfologia e DNA", conta. "Até o momento, nossos estudos não dialogam diretamente com o tema dos primeiros americanos. Quando sair o resultado do DNA poderemos determinar se o modelo dos dois componentes está correto ou não." As escavações realizadas até agora já revelaram vários aspectos dos grupos, desconhecidos até agora André Strauss/Divulgação Práticas funerárias surpreendentes As escavações realizadas até agora já revelaram, no entanto, vários aspectos dos grupos que eram desconhecidos até agora. "Apesar das centenas de esqueletos exumados em Lagoa Santa em quase dois séculos de pesquisa, muito pouco foi discutido em relação às práticas funerárias na região", diz Strauss. "De acordo com as poucas descrições disponíveis na literatura, elas sempre foram caracterizadas como simples e homogêneas, incluindo apenas enterros primários de um único indivíduo e sem nenhum tipo de acompanhamento funerário." As descobertas de Strauss e Oliveira mudam radicalmente esse quadro. De acordo com eles, os sepultamentos da Lapa do Santo tinham uma alta variabilidade, o que contradiz a visão tradicional sobre as práticas mortuárias na região. "Além dessa retificação histórica, a diversidade delas no local ganha relevância, porque contraria a homogeneidade de outros componentes do sítio, tais como os artefatos de pedra, os remanescentes faunísticos, a morfologia craniana e a própria composição da matriz sedimentar." Segundo Strauss, os sepultamentos também permitem inferir que ao longo do Holoceno Inicial grupos distintos que, possivelmente, não se reconheciam como parte de um mesmo povo habitaram a região. "Na ausência de mais datações diretas para os esqueletos, não é possível descartar a hipótese de que, em um mesmo momento, diferentes povos tenham ocupado a região", acrescenta. Simplificando, ele diz que é possível que, durante o Holoceno Inicial, não tenha existido "um único 'povo de Luzia'", expressão cunhada por Walter Neves para se referir aos grupos humanos que habitaram a região de Lagoa Santa na época, "mas sim muitos 'povos' e muitas 'Luzias', cada um único em suas idiossincrasias simbólicas, culturais e, por que não, linguísticas". "Assim, o registro funerário da Lapa do Santo contribui para retratar uma pré-história plural e dinâmica, onde a diversidade é a regra e elemento interpretativo fundamental", diz.
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22/06 - Prefeitura de SP estende campanha de vacinação contra a gripe até sábado
Índice de vacinação dos grupos prioritários está em 71,7%, abaixo da meta. Vacina contra gripe Reprodução/TV Globo A Prefeitura de São Paulo decidiu estender por mais um dia a campanha de vacinação contra a gripe para os grupos prioritários. A campanha estava prevista para acabar nesta sexta-feira (22), mas no sábado 70 unidades de saúde vão vacinar os seguintes grupos: • Crianças de 6 meses a cinco anos; • Crianças de cinco a nove anos; • Adultos entre 50 a 59 anos; • Idosos (com mais de 60 anos); • Trabalhadores da saúde; • Gestantes; • Puérperas (mulheres que estão amamentando); • Professores das redes pública e privada; • Indígenas; • Pessoas privadas de liberdade (incluindo adolescentes cumprindo medidas socioeducativas); • Profissionais do sistema prisional • Pessoas com doenças que aumentam o risco de complicações em decorrência da influenza. Os postos abrem às 8h, mas o horário de fechamento é diferente para cada unidade. Confira o horário de funcionamento no site da Prefeitura. Para tomar a vacinar, é preciso levar documento de identificação e, se possível, a carteira de vacinação e cartão SUS. Os profissionais de saúde e educação precisam apresentar holerite ou crachá de identificação. Portadores de doenças crônicas e outras comorbidades devem levar a receita da medicação que faz uso com data dos últimos seis meses. A cidade de São Paulo ainda não atingiu a meta de vacinar 90% da população desses grupos. De acordo com o último balanço da Secretaria Municipal da Saúde, a cobertura está em 71,7%. O índice de vacinação continua abaixo do esperado entre as gestantes (48,1%), crianças de 6 meses a 5 anos (50,1%). Novos grupos A partir de segunda-feira (25), os prioritários vão ter que dividir a vacina com dois novos grupos. O público-alvo foi estendido para crianças entre 5 e 9 anos e adultos entre 50 e 59 anos.
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22/06 - O que acontece no corpo durante um jogo emocionante do Brasil na Copa - e quais os riscos
Estudos mostram que emoções fortes em partidas da Copa do Mundo aumentam risco de ataques cardíacos e derrames; para médico, locutores deveriam acalmar espectadores. Torcedora comemora a vitória do Brasil contra Costa Rica nesta sexta-feira, 22 Marcos Serra Lima/G1 "Às vezes a televisão mostra no meio do jogo uma criança, uma 'ola', isso ajuda a acalmar. Mas é pouco. Os locutores precisam dizer aos espectadores diretamente: 'Acalmem-se!'", reclama o cardiologista Fernando Costa, do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, e diretor de Promoção da Saúde Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Ele está falando de partidas tensas da Copa do Mundo como a do Brasil contra a Costa Rica, na manhã desta sexta-feira - e do perigo que essa tensão pode representar para os torcedores. "Há um aumento enorme de ataques cardíacos e derrames (acidentes vasculares cerebrais) durante jogos. Em homens, mais, porque eles se identificam mais com o futebol. Se estiver muito nervoso, levante, saia, tome um copo d'água", recomenda o médico. Um novo estudo alemão, publicado na revista científica The New England Journal of Medicine, revelou que a incidência de emergências cardíacas entre torcedores alemães durante as partidas da seleção daquele país na Copa do Mundo de 2006 cresceu, em média, 2,66 vezes. Os homens foram mais afetados que as mulheres, mas, em ambos os casos, houve mais episódios de infarto, angina e arritmia cardíaca. Em 2013, um estudo da Universidade de São Paulo (USP) indicou que as ocorrências de infarto aumentavam de 4% a 8% entre brasileiros durante jogos da Copa. "O estudo alemão é maior, teve todo um trabalho estatístico longo e produziu números bem fiéis. Temos algumas variações de cultura a cultura, mas, nesse caso, os índices servem para o Brasil também. As doenças cardiovasculares têm prevalência semelhante na Alemanha e no Brasil", disse à BBC News Brasil o cardiologista Sergio Timerman, especialista em ressuscitação do Incor e Coordenador do Centro de Treinamento em Emergências Cardiovasculares da SBC. "Isso pode parecer uma piada e, para as pessoas que não ligam para futebol, pode soar como besteira. Mas é coisa séria. Estudos têm mostrado que as emoções fortes são um gatilho muito importante, especialmente para quem já tem uma doença do coração." 'Haja coração' mesmo Para os especialistas, a expressão "haja coração", apesar do clichê, tem algum fundamento na biologia. O sistema cardiovascular, segundo eles, é o mais afetado durante momentos de ansiedade, angústia e estresse prolongados, como aquela partida decisiva em que a bola teima em não entrar no gol. Isso ocorre porque situações de estresse e ansiedade mobilizam os hormônios que preparam o corpo para as situações de ataque ou de fuga. "Quando você está ansioso frente a uma situação de risco, de o Brasil perder, ser desclassificado, você simula esse mesmo efeito", explica o endocrinologista Cleo Otaviano Mesa Junior, do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). "Os hormônios liberados mais imediatamente são adrenalina e noradrenalina, produzidos por gânglios ao lado da coluna e pela glândula suprarrenal, que fica acima dos rins. Eles fazem com que o coração acelere, a boca fique seca, aumente a sudorese e a pressão arterial." Estes hormônios, juntamente com o cortisol, um regulador hormonal conhecido também como "hormônio do estresse", mobilizam os estoques de glicose e aumentam a pressão sanguínea para que os órgãos vitais - cérebro, coração e pulmão, trabalhem melhor e mais rapidamente. "É por isso também que pessoas com diabetes podem ter picos de glicemia temporários nessas horas. A liberação de glicose no sangue é maior para dar mais energia ao cérebro, que tem que ficar mais atento", diz. Como depende do coração o bombeamento de sangue para os órgãos vitais, sua importância aumenta neste momento. O organismo diminui o fluxo de sangue, por exemplo, ao sistema digestivo e ao sistema urinário. "Pode observar que, na hora da ansiedade, muitas pessoas perdem a fome e não têm nem vontade de urinar", diz Mesa Junior. E se você sentiu aquela dor de barriga do medo? "Os movimentos intestinais até podem ser acelerados nessa hora por causa da adrenalina, mas a digestão dos alimentos é menos prioritária", segundo o endocrinologista. Torcedor concentrado se enrola em bandeira durante jogo do Brasil Fábio Tito/G1 Aumento da pressão Este controle do fluxo de sangue no organismo, que é estimulado pela adrenalina, faz com que os vasos sanguíneos fiquem mais apertados. Por isso, as mãos costumam ficar frias e a aparência do torcedor muito ansioso, um pouco mais pálida. O sangue também pode se tornar mais espesso, o que aumenta ainda mais a resistência nos vasos. Em pessoas propensas às doenças cardíacas, uma situação como esta, caso se mantenha constante, pode causar um bloqueio do fluxo de sangue nas artérias do coração e, consequentemente, um AVC ou uma arritmia cardíaca, segundo Fernando Costa. "Mas o mais comum, e o mais problemático, é que esse pico de pressão arterial rompa alguma das placas de gordura que nós temos dentros das artérias cardíacas do cérebro. Se uma dessas placas se rompe, ela pode fechar um vaso e provocar até morte súbita", explica. As placas de gordura dentro dos vasos são "cultivadas" por hábitos como o fumo e o consumo de álcool e gordura, mas também podem ser consequência de herança genética ou doenças como diabetes. Além de tudo isso, a mudança de hábitos para assistir aos jogos da Copa muitas vezes é o empurrão que faltava para um problema de saúde. "As pessoas perguntam: 'Por que na Copa é pior?'. Isso pode acontecer em outros eventos, inclusive esportivos. Mas durante a Copa, em países nos quais se gosta muito de futebol, a população muda de hábitos. Nos jogos pela manhã, vemos pessoas já tomando cerveja, comendo gordura ou tomando muito café", diz Sergio Timerman. "Tudo isso, em excesso, aumenta o trabalho do coração. Como estamos lidando com uma doença muito prevalente, temos uma legião de seres humanos que não sabe que têm. Às vezes, o primeiro sintoma de um infarto é a morte." Saiu o gol! Apesar do alívio, o corpo não se recupera assim tão rapidamente quando o time marca. "O organismo libera a pressão, mas também há liberação de adrenalina na hora do gol. A pressão também pode subir, e tem gente até que desmaia. É preciso estar psicologicamente preparado para essas emoções", diz Costa. Na hora da surpresa positiva, além da adrenalina, neurotransmissores como dopamina e serotonina são liberados pelo sistema nervoso central, e dão a sensação de prazer e de alegria. No entanto, essas substâncias estão mais concentradas no cérebro, já que não há glândula periférica que os produza, diz o endocrinologista Cleo Mesa Junior. Para Sergio Timerman, o aumento de adrenalina na hora do gol não é tão agudo, e pode ser até positivo para o organismo. "O complicado é que ele permaneça constantemente. Por isso é que a angústia e a ansiedade são perigosas", diz. Emoção forte ou ataque do coração? Na hora da decisão, como saber se o que você está sentindo é uma ansiedade normal ou uma doença de consequências graves? "Se a pessoa está com o coração como uma batedeira, mas isso não está vindo junto com uma dor no peito, um cansaço ou um mal-estar, é provavelmente uma emoção", diz Timerman. Fique atento para o caso de, além dos sintomas normais de ansiedade - aumento do suor, coração acelerado, boca seca, mãos frias - sentir também dor ou pressão no peito, suor frio, náuseas ou ânsias de vômito, ou mesmo se a taquicardia não passar logo. Isso pode ser um ataque de arritmia. Caso a ansiedade venha também acompanhada de dor de cabeça, paralisia ou fraqueza muscular em um braço ou perna, alterações na fala ou pontos brilhantes na visão (chamados de escotomas), a possibilidade é de um AVC. "Na dúvida, largue o jogo e procure um pronto-socorro na hora para fazer uma avaliação. Há uma chance de ser tratado com medicamentos e reverter o processo", alerta o cardiologista Fernando Costa. Preparação para torcer Para os especialistas, é importante lembrar do óbvio: manter a calma na hora do jogo, mesmo que pareça impossível. "Em qualquer evento que nos traga fortes emoções, é importante ter um amparo familiar e presença de amigos. Procure também não mudar demais sua rotina e evite excessos - sem cafeína demais, álcool demais, gordura demais ou cigarro demais", aconselha Timerman. Se você está tomando medicação controlada, a rigor, nada o impede de acompanhar a seleção, mas é importante não esquecer de tomar os remédios da maneira correta. Caso o jogo seja especialmente difícil, vale conversar seriamente com seu médico antes da partida. Além disso, os cardiologistas afirmam, assegure-se de que o ambiente onde você está vendo o jogo não está repleto de pessoas que são tão ansiosas quanto você - ou mais. "Se você tem doença conhecida, cuidado. Se não tem, tenha conhecimento do seu estado cardiológico antes de entrar numa situação de estresse comunitário. Em locais públicos, as pessoas ficam cada vez mais ansiosas e vão contaminando umas à outras. Tem gente que entra em uma espécie de transe", afirma Costa. Para alguns, pode até valer a pena reduzir o volume do som da TV, caso aquele locutor o deixe nervoso demais. "As emissoras deveriam pedir calma, parar um minuto para ajudar as pessoas a relaxarem. Mas eles aumentam a quantidade de estresse durante o jogo." "O indivíduo também deve pensar antes de ter atitudes extravagantes por causa de uma partida de futebol. O importante é estar inteiro para assistir ao próximo jogo", completa o médico. Torcedor comemora vitória do Brasil no Anhangabaú nesta sexta Fábio Tito/G1
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22/06 - Cientistas descobrem composto que imobiliza célula do câncer e impede metástase
Estudo testou nova estratégia contra o espalhamento de tumores pelo organismo; em vez de matar a célula, pesquisadores primeiro impediram que elas se movimentassem. O cientista Raymond Bergan e equipe em laboratório no Instituto OHSU Knight Cancer, no estado de Óregon (EUA) Kristyna Wentz-Graff/OHSU Uma nova pesquisa publicada na revista "Nature Communications" nesta sexta-feira (22) abre novos caminhos para impedir que o câncer se espalhe para outras áreas do organismo. Em estratégia inédita, cientistas "congelaram" a célula cancerígena para que ela não se movimentasse. Trata-se de uma mudança de perspectiva na luta contra o câncer, dizem os cientistas. Isso porque atualmente os esforços têm se concentrado mais em matar o tumor na maior parte das pesquisas em oncologia. Os testes foram feitos com a molécula KBU2046, composto que inibiu o movimento de células do câncer em quatro diferentes tipos de células do câncer humanas: câncer de mama, próstata, colorretal e pulmão. "O movimento é a chave. Se as células cancerígenas se espalharem por todo o seu corpo, elas vão tirar sua vida. Podemos tratar, mas esse movimento vai tirar sua vida", diz em nota Raymond Bergan, professor de oncologia médica no Instituto OHSU Knight Cancer (EUA). "Estamos estudando uma maneira completamente diferente de tratar o câncer", conclui Bergan. O cientista explica que ele e a sua equipe fizeram diversos estudos na química para pensar um composto que só inibiria o movimento de células do câncer -- e não tivesse nenhum outro efeito em células saudáveis. Terapia tem o objetivo de imobilizar a célula para que ela seja incapaz de atingir outros órgãos no organismo Pixabay/Creative Commons/Qimono Substância bloqueia proteína associada ao movimento Bergan cita ainda que o laboratório de Karl Scheidt, professor de química e farmacologia da Universidade de Northwestern, foi o responsável por pensar em novos compostos que pudessem impedir a motilidade de tumores. O desafio era encontrar substâncias com poucos efeitos colaterais. "Começamos com uma substância química que impedia as células de se moverem. Depois, sintetizamos o composto várias vezes para que ele fizesse um trabalho perfeito de parar as células sem efeitos colaterais", diz Karl Scheidt, em nota. Scheidt explica que o KBU2046 se liga a proteínas das células de forma específica para somente impedir o movimento. Não há outra ação sobre as estruturas celulares, o que diminui os efeitos colaterais e a toxicidade. "Levamos anos para descobrir", comemora, em nota. Pesquisadores almejam que a droga possa ser administrada em cânceres iniciais para diminuir ao máximo que o tumor se espalhe para o resto do corpo e o paciente tenha um tumor intratável no futuro. Cientistas estimam que serão necessários dois anos e US$ 5 milhões para que os primeiros testes sejam realizados em seres humanos.
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22/06 - Mortes de crianças por gripe triplicam no Brasil em 2018, diz Ministério da Saúde
Governo informa que 44 crianças morreram por gripe no Brasil este ano. Em 2017, foram registrados 14 óbitos no mesmo período. No total, 535 brasileiros foram vítimas do influenza. Crianças entre seis meses e cinco anos têm indicação para a vacina gratuita contra a gripe José Marcelo/G1PI O número de crianças que morreu por gripe triplicou no Brasil em 2018, informa o Ministério da Saúde. Foram 44 mortes esse ano (até o dia 16 de junho), contra 14 óbitos registrados no mesmo período em 2017. Até o momento, 3,6 milhões de crianças menores de cinco anos não foram vacinadas, informa o Ministério da Saúde. No total, o Brasil teve 3.122 casos de influenza em 2018, com 535 mortes contabilizadas até o dia 16 de junho. A campanha de vacinação contra a gripe termina nesta sexta-feira (22) após duas prorrogações. Algumas cidades, como o Recife, no entanto, decidiram prorrogar a campanha até segunda-feira (25) em face do jogo do Brasil. Crianças foram as que menos se vacinaram este ano, com 67,7% dos vacinados. Aquelas entre seis meses e cinco anos têm indicação para a imunização gratuita, além de idosos, gestantes e outros grupos (confira grupo com indicação abaixo). “É essencial que os pais levem seus filhos aos postos de saúde para receber a vacina e, assim, evitar as complicações do vírus. É uma forma de proteger as crianças e também o restante da população”, disse Gilberto Occhi, ministro da Saúde, em nota. Não é só na gripe que as crianças estão tendo baixa cobertura vacinal. Em 2017, vacinas contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela apresentaram o menor índice de vacinados em 16 anos. Especialistas acreditam que uma menor percepção de risco sobre essas doenças, principalmente em gerações que não viram a condição se manifestar, pode explicar em parte a menor cobertura. Maior parte das mortes é por H1N1 No total, o Brasil teve 3.122 casos de influenza em todo o país, com 535 óbitos. Em relação ao vírus H3N2, foram registrados 635 casos e 97 óbitos. Além disso, foram 278 registros de influenza B, com 31 óbitos e os outros 324 de influenza A não subtipado, com 56 óbitos. Das mortes, 393 apresentaram pelo menos um fator de risco para complicação, como doenças cardiovasculares, diabetes mellitus e pessoas com dinsfunções respiratórias, informa o Ministério da Saúde. Quem tem indicação para a vacina gratuita: Professores da rede pública e privada; Profissionais de saúde; Crianças entre 6 meses e cinco anos (estão com a menor cobertura); Gestantes; Mulheres com parto recente (com até 45 dias); Idosos a partir de 60 anos; Povos índigenas; Portadores de doenças crônicas; População privada de liberdade (inclui funcionários do sistema prisional e menores infratores).
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22/06 - Vacinação contra gripe acaba nesta sexta; 84% do público-alvo se vacinou até agora
Até quinta-feira (21), o Brasil tinha vacinado 45,8 milhões de pessoas. Meta inicial era imunizar 54,4 milhões, entre idosos, crianças e gestantes. Campanha de vacinação contra gripe termina nesta sexta-feira (22) m TV Anhanguera/Reprodução A campanha de vacinação contra a gripe termina nesta sexta-feira (22) após duas prorrogações do Ministério da Saúde para que a meta inicial de 54,4 milhões de vacinados fosse atingida. Algumas cidades, como o Recife, no entanto, decidiram prorrogar a campanha até segunda-feira (25) em face do jogo do Brasil. A campanha de vacinação começou no dia 23 de abril e o primeiro prazo assinalava para o término no dia 1º de junho. Até quinta-feira (21), a pasta informou que 84% do público-alvo havia se vacinado. A imunização contra a gripe é feita de forma sazonal (todos os anos antes do inverno) e não está disponível o ano inteiro no calendário de imunizações do ministério. Dentre aqueles com indicação para a vacina, o ministério informa que crianças tiveram a menor cobertura vacinal (66,7%). Já os professores, foram os que mais se vacinaram (98%). Confira abaixo: O número de mortes de crianças também triplicou em 2018. Foram 44 óbitos até junho, contra 14 óbitos no mesmo período em 2017. No total, o Brasl registrou 3.122 casos de influenza em todo o país e 535 óbitos. A vacina contra a gripe é indicada para pessoas mais suscetíveis à transmissão (como professores e profissionais da saúde) e também para aqueles com maior risco de complicações graves (gestantes e idosos). O Ministério da Saúde informa que a indicação segue parâmetros da Organização Mundial da Saúde e de estudos feitos pela pasta. Quem tem indicação para a vacina gratuita: Professores da rede pública e privada; Profissionais de saúde; Crianças entre 6 meses e cinco anos (estão com a menor cobertura); Gestantes; Mulheres com parto recente (com até 45 dias); Idosos a partir de 60 anos; Povos índigenas; Portadores de doenças crônicas; População privada de liberdade (inclui funcionários do sistema prisional e menores infratores). Sudeste tem a menor cobertura vacinal Em relação às regiões, o Sudeste apresentou o menor índice de vacinados, com 77,2% de do público-alvo imunizado, informa o Ministério da Saúde. Confira a distribuição da cobertura vacinal por região. Entre os estados, Goiás, Amapá, Distrito Federal, Ceará, Espírito Santo, Tocantins, Maranhão, Paraíba, e Alagoas possuem cobertura vacinal contra a gripe acima de 90%. Já os estados com as taxas mais baixas de vacinação contra a gripe são Roraima, com 60,4% e Rio de Janeiro, com 62,4%.
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22/06 - Ryugu cresce na telinha!
Sonda japonesa Hayabusa 2 está cada vez mais próxima do asteroide Ryugu JAXA, University of Tokyo, Koichi University, Rikkyo University, Nagoya University, Chiba Institute of Technology, Meiji University, University of Aizu e AIST Enquanto a gente está com as atenções voltadas para a Copa do Mundo, uns torcendo contra outros a favor, a sonda japonesa Hayabusa 2 vai discretamente se aproximando do seu alvo no espaço. Em apenas dois dias, a sonda se aproximou a 100 km de distância de Ryugu, um pequeno asteroide com forma de diamante que tem um diâmetro de quase 1 km. O asteroide foi descoberto em 1999 e é classificado como potencialmente perigoso, pois ele chega a cruzar a órbita da Terra. Todavia, as simulações mostram que não há nenhuma possibilidade de haver uma colisão com ele nos próximos milênios. A sonda Hayabusa 2 (que significa falcão peregrino em japonês) tem uma missão ambiciosa, pousar na superfície de Ryugu, coletar uma amostra e retornar à Terra. Sua antecessora tinha uma missão assim também, em 2005 ela deveria se aproximar do asteroide Itokawa e, sem pousar nele, recolher amostras do solo para depois retornar à Terra. Só que um erro na telemetria fez com que a leitura da distância até o asteroide fosse feita de forma incorreta e a nave acabou se chocando com ele. Foi um choque leve, que não inutilizou a sonda, mas impediu que ela coletasse as amostras pretendidas. Mas como a sorte acompanha os craques, o choque com o asteroide fez com que um pouco da poeira da sua superfície caísse dentro do compartimento de coleta. Depois de passar uns 30 minutos na superfície, a Hayabusa decolou e completou sua missão de voltar para a Terra. Em junho de 2010 seu compartimento de carga caiu na Austrália e análises posteriores confirmaram que alguns grãos de poeira tinham sido trazidos. A missão da Hayabusa 2 é bem mais ousada. Ela vai pousar sobre o asteroide, mas também vai liberar 3 jipinhos para passear na superfície. Ao pousar, também deve deixar um pacote com 4 instrumentos para permanecer como base fixa de estudos. O interessante é que depois que o time da Hayabusa encontrar o local adequado para pouso, ela vai liberar 5 marcadores de terreno para orientar o pouso. Os marcadores são como sacos de feijão, ou seja, não são rígidos a ponto de rolar, mas sim maleáveis para se deformarem conforme o terreno. A sonda também vai com uma capa cônica de cobre puro com massa de 2 kg. Ao chegar próximo do asteroide, a capa vai ser ejetada a uma velocidade de 120 km/h para se chocar com ele. Com isso o time da Hayabusa pretende estudar como a superfície se alterou com o impacto, mas também pretende coletar a poeira que se levantar do subsolo e que não foi irradiada pelos raios solares e raios cósmicos do espaço. Além disso, os equipamentos em no asteroide vão registrar os tremores criados pelo choque, como se faz com os terremotos, para conhecer sua estrutura interna. Atualmente a Hayabusa está a uma distância de menos de 100 km e se tudo correr bem deve fazer seu primeiro pouso entre setembro e outubro próximos, quando deve liberar um dos jipinhos. Em fevereiro de 2019 deve efetuar um segundo pouso, para em março ejetar a capa de cobre para criar uma cratera em Ryugu. Entre abril e maio a sonda deve pousar pela terceira e última vez para liberar os outros dois jipinhos, ficando até julho em sua superfície. Depois disso, a nave deve começar seu caminho para casa no final de 2019. É hora de ficar ligado para acompanhar essas manobras todas. Se tudo der certo vai ser muito legal! Além do que, Ryugu é um dos asteroides selecionados para potencial atividade de mineração. Ele chegou a ser avaliado em quase 83 bilhões de dólares, ou seja, sua exploração pode render esse valor se ele for inteiramente minerado.
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21/06 - Pesquisa mostra que transtornos mentais diferentes podem ter a mesma causa genética
Esforço global de cientistas encontrou forte sobreposição genética entre condições como depressão e déficit de atenção. Achados estão na 'Science' desta quinta-feira (21). Estudo mostra que, pelo menos no nível genético, há muita similaridade entre as condições psiquiátricas NeuPaddy/Pixabay/CC0 Creative Commons Estudo publicado na revista "Science" nesta quinta-feira (21) mostra que transtornos mentais diferentes, como depressão e déficit de atenção, dividem o mesmo grupo de genes, e por isso, podem ter a mesma causa genética. O estudo faz parte do projeto BrainStorm Consortium, iniciativa de cientistas norte-americanos que tenta medir o peso que a genética tem em distúrbios psiquiátricos. A pesquisa envolveu pesquisadores dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Austrália e da Ásia e teve a coordenação de Ben Neale, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). O primeiro autor foi Verneri Anttila, que faz o pós-doutorado no MIT. "Este foi um esforço sem precedentes no compartilhamento de dados, de centenas de pesquisadores em todo o mundo, para melhorar nossa compreensão do cérebro" -- Verneri Anttila (MIT). Para chegar a essas conclusões, cientistas mediram a sobreposição de fatores de risco genéticos de 25 distúrbios psiquiátricos e neurológicos. Foram analisados dados de 215.683 pacientes e de 657.164 pessoas saudáveis (grupo-controle). Também pesquisadores consideraram o quadro clínico e características de quase 1,2 milhões de indivíduos. Além das similaridades genéticas, a comparação entre os grupos e o mapeamento de genes traz dois desdobramentos importantes: A pesquisa reforça que pessoas com pais com distúrbios psiquiátricos têm mais chance de desenvolver condições similares; Distúrbios psiquiátricos diferentes estão relacionados a um mesmo conjunto de genes, mesmo que os sintomas se apresentem de formas diferentes. Autores ressaltam que a descoberta mostra a necessidade do reconhecimento das similaridades entre as condições para que novas estratégias de tratamento sejam desenvolvidas. Sobreposição genética entre diferentes doenças Os resultados do estudo apontam que a sobreposição genética foi mais forte entre Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), transtorno bipolar, depressões mais graves e esquizofrenia. Os dados também indicaram forte sobreposição genética entre anorexia nervosa e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), bem como entre TOC e síndrome de Tourette. Entre os distúrbios neurológicos, houve fraca sobreposição de genes. Dados do estudo mostram que a doença de Parkinson, a doença de Alzheimer, a epilepsia e a esclerose múltipla, mostraram pouca ou nenhuma correlação genética entre si e com outros distúrbios cerebrais. Cientistas dizem ser necessário uma maior quantidade de dados para analisar ainda qual o impacto da similaridade genética entre as diferentes condições. Eles acreditam, no entanto, que a sobreposição de genes agora apresentada exerce uma forte pressão sobre as fronteiras clínicas estabelecidas entre os distúrbios mentais. "O alto grau de correlação genética entre muitos dos distúrbios psiquiátricos acrescenta mais evidências de que os atuais limites clínicos não refletem diferentes processos patogênicos, pelo menos no nível genético", escreveram.
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21/06 - Imunização de crianças em queda: por que os pais deixam de vacinar os filhos? Veja perguntas e respostas
Vacinação de crianças menores de um ano teve seu menor índice de cobertura em 16 anos. Por causa da baixa adesão, vacinação contra a gripe foi prorrogada em vários estados Cristine Rochol/PMPA Os baixos índices de imunização de crianças no Brasil acenderam o alerta em especialistas. Mas afinal, quais os motivos por trás da decisão de pais que não vacinaram os filhos? Para Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, um dos motivos que explicam o menor índice em 16 anos de cobertura de vacinação em crianças menores de um ano é o fato de que as vacinas estão culturalmente vinculadas à percepção de risco da doença. Quando se trata de doenças erradicadas, a população tem mais dificuldade de enxergar seus perigos. Teoria de que vacinas deixam crianças expostas a todo tipo de infecção é infundada, diz estudo Bem Estar tira dúvidas sobre a vacina da gripe Imunização falha e onda antivacina explicam aumento de 400% de sarampo na Europa, diz OMS "As vacinas acabam sendo 'vítimas de seu próprio sucesso'. A cultura do ser humano é de se vacinar quando há um risco iminente, quando ele não enxerga esse risco, não trata com prioridade, o que é um equívoco" Kfouri cita como exemplo os dados de cobertura da vacina contra a gripe, em 2016, que em três semanas atingiu a meta de 80% de cobertura, quando houve um surto da doença. “Hoje isso não seria possível nem em três meses.” Para a pediatra Ana Escobar, consultora do programa "Bem Estar", muitos pais mais jovens ficaram muito longe da realidade de ter uma criança com poliomelite ou sarampo, por exemplo. "Não conhecem e nem nunca viram crianças com estas doenças. Por isso, não há um estímulo vigoroso para que compareçam aos postos de saúde com a frequência necessária para vacinar seus filhos. Há pouca informação na mídia sobre a gravidade destas doenças, que de fato diminuíram sensivelmente sua incidência", analisa. Na campanha de vacinação contra a gripe de 2018, as crianças de seis meses a cinco anos e as gestantes registram o menor índice de vacinação contra a gripe. A três dias do fim da campanha, apenas 65,92% das crianças tinham sido vacinadas. Segundo dados do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, nos últimos dois anos a meta de ter 95% da população-alvo com menos de um ano vacinada não foi alcançada. Dentre as vacinas do calendário infantil, apenas a BCG teve índices satisfatórios em 2016 e 2017. A vacina Tetra Viral, que previne o sarampo, caxumba, rubeóla e varicela, apresenta o menor índice de cobertura: 70,69% em 2017. Seguido da vacina de Rotavírus Humano que ficou 20% abaixo da meta. Mas por que os pais deixam de vacinar os filhos? Para Kfouri um impeditivo para a vacinação é o fato de muitas vezes a população e até os profissionais da área da saúde não conhecem a doença para qual precisam se imunizar e consequentemente não entendem seus riscos. "Doenças como rubéola, sarampo e poliomelite foram erradicadas, e não são mais vistas, dificultando que as pessoas enxerguem o risco. Muitas vezes até profissionais da área de saúde deixam de fazer recomendações mais enfáticas [sobre a importância de se imunizar] também por esta falta de percepção." Há outros motivos para que as pessoas deixem de se vacinar? Além da percepção do risco da doença, fatores como o horário de funcionamento dos postos de saúde, além da falta sazonal de uma determinada vacina podem ser motivos para a falta de vacinação, segundo Kfouri. Ele lembra que os postos funcionam em horário comercial e nem sempre atendem as necessidades das famílias, cujo os pais trabalham fora. “Os horários nem sempre são os mais adequados, é preciso repensar isso.” Ana Escobar lembra ainda que há uma diminuição da frequência de campanhas de vacinação para doenças erradicadas: "As campanhas de vacinação, feitas com grande frequência na época de erradicação da poliomielite, com intensa propaganda nos meios de comunicação – os mais velhos ainda se lembram do Zé Gotinha- estimulava o comparecimento aos postos. Com a erradicação da Polio e a diminuição da frequência das campanhas, o estímulo para se vacinar diminuiu também". Medo de supostas reações pode contribuir para a não vacinação? Para Kfouri, o público que deixa de vacinar seus filhos por medo das reações é uma parcela desprezível que não impacta os índices de cobertura. Quais as consequências desses baixos índices de imunização? Para a doutora Ana Escobar, não há dúvidas: o risco do retorno de doenças já erradicadas é uma das consequências dos baixos índices de imunização. "Observe-se que frequentemente temos tido um aumento de casos de sarampo aqui ou ali, que imediatamente é controlado com campanhas de vacinas. Importante saber que a única doença oficialmente erradicada do planeta é a varíola. Nem a poliomielite está erradicada. Portanto, baixas coberturas vacinais pode, sim, trazer algumas destas doenças de volta", explica. A comunicação sobre a necessidade de se vacinar ainda é ineficaz? Segundo Ana Escobar, apesar dos avanços na comunicação, ainda temos dificuldade nesta área quando o tema é vacinação: "A importância das vacinas só aparece como “explosão” e lembrança de sua importância quando o número de casos para determinada doença aumenta, como o que aconteceu recentemente com a febre amarela." "O 'medo iminente' de adoecer e morrer é que faz as pessoas correrem. O 'perigo remoto e longínquo' destas doenças, aliado à falta de informação sobre as mesmas, não faz ninguém correr. Poucos jovens de hoje sabem o que é difteria, o que causa e por que se morre com esta doença, por exemplo", diz.
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21/06 - Na véspera do encerramento, campanha de vacinação contra a gripe não atingiu 8,6 milhões de pessoas
Menor índice de vacinação é entre crianças de seis meses a cinco anos. Ministério da Saúde diz que 44 crianças morreram por causa de gripe, mais que o dobro do ano passado. Criança é vacina contra a gripe A em posto de saúde no bairro da Terra Firme, em Belém. Igor Mota/Amazônia Hoje/Arquivo Na véspera do último dia da campanha nacional de vacinação contra a gripe, 8,6 milhões de brasileiros ainda não tinham se vacinado, de acordo com o Ministério da Saúde. Apesar do prazo ter sido prorrogado até sexta, dia 22 de junho, a meta do Ministério da Saúde de ter 54, 4 milhões de pessoas vacinadas não foi alcançada. O governo recomenda que municípios que tenham estoque ampliem a vacinação também para crianças de cinco a nove anos de idade e aos adultos de 50 a 59 anos (veja abaixo qual é o público-alvo atual). Entre o público alvo que ainda precisava ser alcançado, 3,6 milhões são crianças com menos de cinco anos. O Ministério da Saúde informou que já registrou 44 mortes de crianças nesta faixa etária por complicações relacionadas à gripe neste ano. O número é mais que o dobro do mesmo período do ano passado, quando foram 14 óbitos. Quem deve ser vacinado A vacina contra a gripe é indicada por pessoas em maior risco de transmissão (como profissionais da saúde) ou pessoas com maior possibilidade de desenvolver complicações mais graves (como é o caso de idosos). Os grupos são: Professores da rede pública e privada; Profissionais de saúde; Crianças entre 6 meses e cinco anos (estão com a menor cobertura); Gestantes; Mulheres com parto recente (com até 45 dias); Idosos a partir de 60 anos; Povos índigenas; Portadores de doenças crônicas; População privada de liberdade (inclui funcionários do sistema prisional e menores infratores). Alerta sobre a cobertura Para o Ministério da Saúde, a baixa cobertura registrada até o período "acendeu um alerta". A preocupação, segundo a pasta, é com o inverno, período considerado de maior circulação do vírus da gripe. A região Sudeste tem menor cobertura vacinal contra a gripe até o momento, com 77,2%. Em seguida estão as regiões Norte (78,4%), Sul (84,8%), Nordeste (89,3%) e Centro-Oeste com a melhor cobertura, de 96,5%. Entre os estados, Goiás, Amapá, Distrito Federal, Ceará, Espírito Santo, Tocantins, Maranhão, Paraíba, e Alagoas possuem cobertura vacinal contra a gripe acima de 90%. Os estados com as taxas mais baixas de vacinação contra a gripe são Roraima, com 60,4% e Rio de Janeiro, com 62,4%. Cobertura vacinal Total de casos e mortes Segundo boletim que contabilizada dados até 16 de junho, foram 3.122 casos de influenza em todo o país, com 535 mortes. Do total, 1.885 casos e 351 mortes foram por H1N1. Em relação ao vírus H3N2, foram 635 casos e 97 mortes. Houve ainda 278 registros de influenza B, com 31 mortes e outros 324 registros de influenza A não subtipado, com 56 mortes. A taxa de mortalidade por influenza no Brasil está em 0,26% para cada 100 mil habitantes. Em 73,5% houve, pelo menos, um fator de risco para complicação, tais como cardiopatias, diabetes e pneumopatias. Situação no estados Veja abaixo a situação nos estados: Amapá - Com meta alcançada, estado atinge 99% de imunização do público-alvo Bahia - Meta de vacinação é atingida após 541 mil pessoas serem vacinadas Distrito Federal - 96% do público-alvo está vacinado Maranhão - 180 municípios atingiram a meta de vacinação Mato Grosso - Estado atinge meta, mas mantém vacinação nos postos Mato Grosso do Sul - Vacinação será ampliada a partir de segunda Pará - Prorrogação do prazo e ampliação do público-alvo ainda é avaliado Paraíba - Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba está em ponto facultativo nesta sexta e balanço só será divulgado na segunda (25) Paraná - Jogo do Brasil faz vacinação começar mais tarde em Curitiba Rio Grande do Norte - Vacinação contra gripe continua até o fim dos estoques Rio Grande do Sul - Crianças e gestantes têm o menor índice de vacinação Roraima - 61% do público alvo foi imunizado em RR Santa Catarina - Vacinação chega a 86,92% do público-alvo
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21/06 - Infecções por vírus estão associadas à doença de Alzheimer, diz estudo
Pesquisa publicada na 'Neuron' nesta quinta-feira (21) identificou fragmentos de vírus da herpes em quatro áreas do cérebro de pessoas que tiveram a demência. Ilustração desenvolvida por cientistas mostra cérebro sendo afetado por vírus. Relação entre micro-organismos e o órgão é muito debatida pela ciência Shireen Dooling/Biodesign Institute at ASU A doença de Alzheimer pode ser uma consequência de infecções por vírus que aconteceram ao longo da vida, principalmente o vírus da herpes, diz estudo publicado nesta quinta-feira (21) na revista "Neuron". A pesquisa analisou três diferentes bancos de dados de cérebros e mostrou, segundo os autores, o maior conjunto de evidências registrado até agora sobre essa relação. No total, cientistas analisaram 622 cérebros de pessoas que tiveram Alzheimer e 322 órgãos de pessoas sem a doença. O estudo teve a participação de pesquisadores da Universidade do Estado do Arizona e da Icahn Escola de Medicina Monte Sinai, ambas nos Estados Unidos. Cientistas contaram com financiamento do NIH (Instituto Nacional de Saúde dos EUA). "Trata-se de um estudo publicado em uma revista importante sobre uma discussão grande na ciência: a relação entre micro-organismos e o cérebro", diz Almir Ribeiro Tavares Júnior, professor da Faculdade de Medina da Universidade Federal de Minas Gerais que já acompanhou estudos com Alzheimer no NIH. O pesquisador explica que cientistas desconfiam há décadas da relação entre demências e infecções. Acredita-se que a proteína associada à doença de Alzheimer, a beta amiloide, pode ser produzida como uma reação do sistema imunológico a infecções por micro-organismos. "A beta amiloide se associa com morte neuronal e pior transmissão de impulsos entre neurônios. Antes, pensava-se que ela fosse a causa da doença de Alzheimer. Hoje, ela também é estudada como consequência", diz o pesquisador. Almir Tavares alerta, no entanto, que as pessoas estudadas não necessariamente tiveram herpes. "O estudo mostra que essas pessoas tiveram contato com o vírus ao longo da vida", diz. "Não dá para inferir que uma pessoa que tem herpes vai desenvolver a doença. Cada situação precisa de um estudo específico", conclui Tavares. Vírus da herpes e dificuldades do estudo Ao comparar cérebros de pessoas acometidas pela demência com cérebros normais, o estudo identificou altos níveis de herpesvírus humano (HHV) 6A e 7 em amostras de cérebro de pessoas que haviam tido a doença. Os cientistas encontraram fragmentos do vírus em quatro regiões diferentes do cérebro. Pesquisadores salientam, no entanto, que o estudo não permite estabelecer uma relação de causalidade entre Alzheimer e infecções, mas aponta para uma relação possível. "Seria muito difícil cravar essa relação, porque seria necessário um estudo prospectivo, com uma intervenção", diz o pesquisador da UFMG. "Um dos problemas é acompanhar essas pessoas por muitas décadas", conclui Tavares. Além da presença do vírus, cientistas sequenciaram o DNA e o RNA de todos os 944 cérebros analisados e encontraram diversos mecanismos associados ao Alzheimer que podem ter sido deflagrados pelas infecções. "Eles estavam procurando por sinais indiretos que podem ter sido deixado pelos vírus", completa Tavares. "É um conjunto de ideias batalhado por pesquisadores há anos. Agora, cientistas conseguiram um financiamento para a análise de um grande conjunto de dados, mas ainda é uma pesquisa e não tem implicação prática nesse momento", diz Almir Tavares.
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21/06 - Notificações de acidentes de trânsito ligados ao trabalho crescem mais de seis vezes entre 2007 e 2016
Foram mais de 118 mil casos reportados ao Ministério da Saúde no período. Em 2016, internações ligadas a problemas a caminho do trabalho ou no exercício da função somaram 10% das hospitalizações por acidentes. Trânsito na Marginal Pinheiros (São Paulo) em foto de 11 de junho de 2018 Marivaldo Oliveira/Código19/Estadão Conteúdo Os acidentes de transporte relacionados ao trabalho cresceram 568,5% - ou cerca de 6,7 vezes - no Brasil em nove anos (2007-2016), informa levantamento do Ministério da Saúde feito a partir de dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). O dado considera acidentes ocorridos quando o trabalhador tem uma função que envolve locomoção ou quando estava indo ou voltando do local de trabalho. Considerando os dados de 2016, os acidentes de trânsito relacionados ao trabalho representaram em média 10% das internações por todos os acidentes de trânsito observados no período (foram 180 mil no ano de 2016). No período, segundo uma das fontes oficiais disponíveis, foram 16.568 mortes no período, o que representa um percentual de 14% de óbitos dentro dos casos notificados. Abaixo, confira a evolução do taxa de acidentes de transporte relacionados ao trabalho ao longo do tempo. No total, foram 118.310 notificações desse tipo de acidente entre 2007 e 2016, com maiores índices em 2015 (17.327) e 2016 (18.706), informa a pasta. Em 2007, foram 2.798 notificações, número que subiu para 18.706 em 2016. O Ministério da Saúde informa que o número pode refletir uma maior eficiência no envio das notificações -- e não só um incremento nos acidentes. A pasta, no entanto, cita que o maior aumento registrado na frota de veículos a partir de 2013 no Brasil também pode ajudar a explicar o maior número de notificações. Apesar da melhora nos registros nos últimos anos, o Ministério da Saúde considera a possibilidade de subnotificação em muitos casos de internação por ausência de preenchimento ou desconhecimento sobre a razão de deslocamento. Perfil demográfico Considerando o perfil de quem sofre acidente, a maioria é homem (81,7%), tem entre 18 e 29 anos (40,1%), e é da raça/cor negra (39,8%) com escolaridade de ensino médio (33,9%). Quanto à análise da situação no mercado de trabalho, o maior percentual de acidentes foi notificado para empregados registrados (61,8%). A região com maior percentual de registros de acidentes de transporte relacionados ao trabalho no Sinan foi a Sudeste (47,5%), e a menor, a região Norte (9,2%). Número de mortes é divergente O boletim do Ministério da Saúde considerou dois registros para contabilizar o número de mortes, com dados diferentes entre eles. Segundo o Sistema de Informações de Mortalidade(SIM), que integra o DataSus, o Brasil teve 16.568 mortes de acidentes de transporte relacionadas ao trabalho entre 2007 e 2016. Em 2007, foram registrados 1.447 óbitos; em 2016, 1.393. Já no Sinan, foram notificados 76 óbitos em 2007; contra 768 em 2016. Segundo o Ministério da Saúde, o Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) registrou 63,1% menos mortes que o SIM (Sistema de Informação sobre Mortalidade).
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21/06 - A caixa revolucionária que coleta água do ar no deserto
Coletora foi testada com sucesso no deserto do Arizona e pode ser adaptada para qualquer outro no mundo. O aparelho pode ser usado em qualquer lugar do mundo e não usa eletricidade Stephen McNally/UC Berkeley/Divulgação A tecnologia para captar água potável a partir das moléculas de água distribuídas na atmosfera já existe há muitos anos, mas aparelhos que sejam pequenos, eficientes e capazes de fazê-lo em grande em escala ainda são um desafio. Por tudo isso, o trabalho do cientista americano Omar Yaghi, professor de química na Universidade da Califórnia em Berkeley, é um avanço nesse sentido. Ele criou uma caixa que retira água do ar do deserto e funciona apenas com luz solar, sem a necessidade de nenhuma outra fonte de energia. O pesquisador e sua equipe acabaram de testar o aparelho com sucesso no deserto do Arizona. Yaghi é reconhecido internacionalmente por ser pioneiro no desenvolvimento de um tipo de material com altíssima capacidade de absorção, que foi usado na produção da coletora da água. Entre os diversos prêmios que já recebeu, está o que ganhou neste ano da Fundação BBVA Fronteiras do Conhecimento na categoria Ciências Básicas. O reconhecimento veio por causa de seu trabalho com as chamados Metal Organic Frameworks (MOF, ou estruturas metalorgânicas), conjuntos de moléculas em que cadeias de átomos de carbono se unem por meio de íons metálicos, formando estruturas. O químico Omar Yaghi trabalha com estruturas metalorgânicas UC Berkeley/Divulgação O próprio Yaghi deu um nome a esse campo de pesquisa: "química reticular". Os cientistas podem modificar as estruturas metalorgânicas para incorporar propriedades diferentes – por exemplo, tornando-os porosos e aumentando sua capacidade de absorção. Além de captar água, esse material tem potencial para absorver CO² da atmosfera e armazenar gases para combustíveis. Poros aumentam a superfície interna da estrutura, sendo ideais para absorção de água UC Berkeley/Divulgação Vários tipos de MOF já estão sendo testados para aumentar a capacidade do tanque de automóveis que funcionam à base de hidrogênio, por exemplo. A aplicação do material para captação de água do deserto é uma das mais promissoras. Caixa surpresa Os poros de MOF atraem e armazenam as moléculas de água do ar e depois os soltam, sem demandar altas temperaturas ou uso de eletricidade. A coletora de água é basicamente uma caixa dentro de outra. Na de dentro, há uma camada feita com as estruturas metalorgânicas e que absorve as moléculas durante a noite. A caixa maior, de plástico, tem uma tampa que fica aberta durante a noite para captar a umidade. Várias startups estão de olho na nova tecnologia UC Berkeley/Divulgação Durante o dia, a tampa é fechada, e com o calor do sol o aparelho se aquece e funciona como uma estufa. O calor moderado dentro do dispositivo faz o MOF liberar as moléculas de água, que se condensam no interior da caixa maior e escorrem para o fundo. A grande novidade desse material é que ele absorve a água, mas não a "segura" com muita força. Outros materiais, como as argilas, também absorvem umidade, mas precisam ser aquecidos a altas temperaturas para liberá-la. Mais barato A caixa testada no Arizona pode armazenar cerca de 200 ml de água por kg de MOF em um ciclo de captação. O material não deixa resíduos no líquido, que pode ser bebido sem tratamento. O tipo de material usado no protótipo da caixa contém zircônio, um metal caro. Mas Yaghi pretende testar em breve uma caixa coletora de água com outra variedade de estrutura metalorgânica, o MOF 303, que tem a base de alumínio – 150 vezes mais barato. Esse tipo de MOF captura o dobro de água, podendo melhorar o rendimento do dispositivo. O químico afirma que já existe um enorme interesse comercial no protótipo, com várias startups atuando no desenvolvimento de versões comerciais da coletora. Yaghi está trabalhando em aplicações da tecnologia em Riad, na Arábia Saudita, em parceria com a Cidade do Rei Abdul Aziz para a Ciência e Tecnologia, uma entidade governamental voltada para pesquisas. O cientista afirma que o sistema pode ser adaptado para coletar água em qualquer deserto do mundo. "Um terço da população vive em áreas com escassez de água, então poder obtê-la dessa forma é algo muito poderoso", afirma.
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21/06 - Inverno começa oficialmente nesta quinta-feira (21) em todo o Brasil
Estação teve início às 7h07 (horário de Brasília). Tempo frio vai até o dia 22 de setembro às 22h53, quando começa a primavera. Em foto de maio desse ano, forte neblina encobre o céu durante o amanhecer no bairro Nova Esperança, em Manaus. Edmar Barros/Futura Press/Estadão Conteúdo Com temperaturas mais baixas e inversões térmicas que causam nevoeiros e neblinas no período da manhã, o inverno começou oficialmente nesta quinta-feira (21) às 07h07 (horário de Brasília) e se estende até o dia 22 de setembro às 22h53, quando tem início a primavera. Confira a previsão do tempo Em todo o Brasil, o inverno leva a variações no regime de chuvas -- com o Sudeste ficando mais seco. Segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o trimestre que compreende o inverno (junho, julho agosto) será o período menos chuvoso do ano nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Também no inverno, o ar seco e o vento calmo favorecem a formação da bruma - substâncias sólidas suspensas na atmosfera, tais como poeira e fumaça - o que polui o ar. Na região Norte, o Instituto Nacional de Metereologia (INMET) informa que o volume de chuvas deve variar de normal a acima da média chuvas. A exceção fica com o centro amazonense e centro-sul do Pará, onde existe uma tendência de as chuvas ficarem de normal a abaixo da média. Na maior parte do Nordeste, a temperatura permanecerá próxima à média, enquanto que no interior da região inicia-se o período seco e a previsão é de temperaturas ligeiramente mais altas que a média nacional no inverno e baixos índices de umidade relativa. Na maior parte da região Sul, o INMET informa que o inverno ficará dentro da normalidade com temperaturas mínimas podendo atingir valores abaixo de 0ºC em áreas serranas e de planalto, principalmente no mês de julho. Inversão térmica e umidade Segundo o Inpe, inversões térmicas e nevoeiros no período da manhã reduzem a visibilidade no inverno. O nevoeiro consiste na existência de gotículas d’água que flutuam no ar e reduzem a capacidade de observação a menos de 1000 m. Quando ocorrer nevoeiros, a umidade do ar deve alcançar 98% no período da manhã. Já o contrário ocorre à tarde, com a umidade do ar registrando valores de até 40%.
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21/06 - A gente tem data de validade para morar sozinho?
Há sinais de alerta que não deveriam passar despercebidos, mas a avaliação é mais difícil em casos de declínio cognitivo leve Esse blog já tratou dos desafios de filhos que levam pais idosos e frágeis para morar com eles, assim como pôs em discussão a falta de opções de moradias para velhos com diferentes graus de independência e autonomia. Como pano de fundo para essas questões há uma pergunta recorrente: até quando é possível morar sozinho? Há muitos sinais de alerta que não deveriam passar despercebidos: em casa, desorganização e sujeira, correspondência acumulada, contas atrasadas, eletrodomésticos quebrados, produtos vencidos na geladeira e nos armários. E o que dizer quando a pessoa se isola, restringindo sua interação social, ou se descuida a ponto de não trocar de roupa ou zelar pela própria higiene? Morar sozinho: é importante checar se não há risco para a pessoa idosa https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=25221123 Há testes, como a Escala de Katz ou o Questionário Pfeffer, para medir a capacidade de dar conta das atividades diárias, com perguntas sobre se a pessoa é capaz de fazer compras sozinha, cuidar dos medicamentos, lidar com dinheiro e esquentar água para chá ou café e apagar o fogo. No entanto, nem sempre é simples fazer essa avaliação, explicou Ivete Berkenbrock, coordenadora da saúde do idoso da Secretaria de Saúde de Curitiba e uma das palestrantes do XXI Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia: “os idosos utilizam estratégias para se adaptar às dificuldades e limitações e não expressam preocupação com os riscos. Os casos mais difíceis são aqueles de pacientes que têm um declínio cognitivo leve ou estão num estágio inicial de demência, porque essas pessoas mantêm sua autonomia e negam ou minimizam os problemas”. Uma das maiores preocupações da médica geriatra é com as quedas, que podem representar um divisor de águas pelo impacto que representam na saúde: “é um equívoco comum só se preocupar com a queda quando ocorre uma fratura. Há até familiares que comemoram o fato de o idoso ter ossos fortes, mas essa não é a leitura correta. Se ele cai com frequência, é preciso acender a luz vermelha!”. A assistente social Maria Angélica Sanchez, ex-presidente do Departamento de Gerontologia da SBGG, citou também estudo que relacionava o hábito de comer sozinho a um impacto negativo no estado nutricional do idoso e seu declínio cognitivo. Entretanto, lembrou que é fundamental conversar com a pessoa sobre a necessidade de mudança, além de lhe destinar um espaço confortável e acolhedor: “há um histórico de vida que não pode ser desconstruído de uma hora para a outra”. Embora ainda fora do horizonte brasileiro, o uso de inteligência artificial facilitará que pacientes com demência continuem a viver em suas casas. Recente trabalho de pesquisadores da Universidade de Surrey (Inglaterra) mostrou que sensores e monitores são capazes de detectar alterações no estado geral de saúde e na execução das rotinas diárias. Tal monitoramento teria o potencial de antecipar uma situação de emergência. Mariza Tavares Arte/G1
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20/06 - VÍDEOS: Atividade física
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20/06 - VÍDEOS: Tudo sobre alimentação
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20/06 - Como o uso de ar-condicionado está deixando o mundo mais quente
A demanda por ar-condicionado está explodindo. Saiba quais são os impactos para o planeta. Qual a melhor forma de permanecer fresco num mundo cada vez mais quente? Divulgação Conforme o clima no mundo fica mais quente, sistemas de ar-condicionado estão se tornando cada vez mais populares. Mas será que a energia consumida para deixar nossas casas e escritórios mais frescos vai acabar acelerando a mudança climática, ou alterações no design dos aparelhos conseguirão evitar isto? Ao contrário do que dizem os teóricos da conspiração, o mundo está sim ficando mais quente: 16 dos 17 anos mais quentes já registrados ocorreram desde 2001, dizem os climatologistas. Assim, não surpreende que a demanda por ar-condicionado seja cada vez maior. A energia consumida por esses aparelhos deve triplicar de hoje até o ano de 2050, de acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). Isto significa que, até 2050, os aparelhos espalhados pelo mundo estarão usando toda a capacidade elétrica dos Estados Unidos, Europa e Japão, somados. Cientistas e empresas de tecnologia estão, portanto, tentando tornar os sistemas mais eficazes. Pesquisadores da Universidade de Stanford, por exemplo, desenvolveram um sistema que usa materiais de ponta e se ampara nos princípios de uma área da ciência ainda pouco explorada, a nanofotônica. A equipe de Stanford criou um material altamente reflexivo, que dissipa o calor mesmo sob a luz solar direta. E a energia térmica infravermelha que resulta do processo é refletida num comprimento de onda que ultrapassa a atmosfera da Terra e chega ao espaço, ao invés de ficar confinada no planeta. Em testes, os cientistas descobriram que o material pode ser usado para resfriar a água que circula em canos abaixo dos painéis. Uma vez resfriada, a água (que fica alguns graus abaixo da temperatura do ar) pode ser usada para resfriar um prédio. E o processo todo funciona sem eletricidade. Invento da Skycool Systems em teste num telhado AASWATH RAMAN Os pesquisadores registraram uma empresa - batizada de SkyCool Systems - para tentar levar a nova tecnologia ao mercado. "É bem possível que os futuros aparelhos de ar-condicionado sejam duas vezes mais eficientes do que os atuais", afirmou Danny Parker, do centro de energia solar da University of Central Florida. Parker e seus colegas passaram os últimos anos tentando encontrar formas de tornar os sistemas de refrigeração mais eficazes. Em 2016, por exemplo, o grupo descobriu que dispositivos refrigerados com vapor de água podiam ser conectados a aparelhos convencionais de ar-condicionado - tornando o ar resultante ainda mais frio. Com a modificação, os aparelhos tradicionais de ar-condicionado faziam menos esforço para abaixar a temperatura do ar. Os pesquisadores calcularam que sistemas como este poderiam melhorar a eficácia da refrigeração de 30% a 50%, dependendo do clima local. Uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, a Samsung, desenvolveu uma tecnologia chamada "wind free", ou "sem vento", em tradução livre. A ideia é ir repondo lentamente a massa de ar frio dentro do cômodo depois que a temperatura desejada for atingida - sem a necessidade de ventiladores com alto consumo de energia operando o tempo todo. A empresa garante que aparelhos que usam a nova técnica são 32% mais eficazes que os ar-condicionados tradicionais. A verdade é que já existem alguns dispositivos bastante eficientes no mercado - inclusive modelos que usam dispositivos simples chamados de "inversores". Os inversores são basicamente sensores que ajustam a potência do aparelho à temperatura ambiente - ou seja, o ar-condicionado continua funcionando, mas com baixo desempenho. A longo prazo, um aparelho com um inversor acaba sendo mais eficaz que um modelo mais simples, que funciona sempre à mesma potência, e por isso precisa ser ligado e desligado para que seja mantida a temperatura no cômodo. "Quando não estão rodando na potência máxima (os aparelhos com inversores) são muito mais eficientes", diz Parker. "Muitas pessoas em países em desenvolvimento podem não optar por gastar um dinheiro a mais comprando aparelhos com inversores, mas se o fizessem, isto representaria uma diferença no aumento do consumo de energia para refrigeração", diz Brian Motherway, da IEA. "É realmente importante fazer as pessoas pensarem em comprar os aparelhos mais eficientes", diz ele. "A solução já está disponível nas prateleiras das lojas". Esta "solução" pode ser difícil de vender em locais como a China, diz Iain Staffell, especialista em energia do Imperial College de Londres. "As pessoas buscam um aparelho que seja o mais barato possível, e não estão muito preocupadas com o gasto que terão na conta de luz no futuro, uma vez que a energia é muito barata na China", diz ele. Mesmo assim, grupos dedicados a questões de energia lançaram uma campanha no começo deste ano, cujo objetivo é etiquetar os produtos no mercado quanto à eficiência energética. A iniciativa é similar às etiquetas que os brasileiros já conhecem em seus eletrodomésticos. O aplicativo desliga os aparelhos quando ninguém está em casa TADO Lidar melhor com o que já temos Simplesmente gerenciar melhor os aparelhos de ar-condicionado que já temos poderia economizar muita energia. Uma empresa chamada Tado desenvolveu um aplicativo para celular chamado "Smart AC Control". Ligado aos aparelhos, ele os desliga automaticamente quando as pessoas deixam o cômodo. E também controla a potência dos aparelhos com base na previsão do tempo. Melhoras de gerenciamento como esta podem reduzir o consumo de energia em até 40%, diz a empresa. Além disso, o aumento da demanda por ar-condicionado não importaria tanto para o meio ambiente se toda a eletricidade que eles consumissem viesse de fontes renováveis. Mas este é um resultado improvável, mesmo com o rápido avanço das fontes renováveis em vários países. "Nós percebemos que a eletricidade necessária para refrigeração - em casas e outros prédios - estava crescendo de forma muito rápida", diz Brian Motherway, da IEA. E isto não só porque as temperaturas estavam aumentando, mas também porque a renda das pessoas estava crescendo, especialmente nos países mais afetados pelo aquecimento global, diz ele. China, Índia e Indonésia serão responsáveis por metade de todo o crescimento no gasto de energia para esta finalidade esperado para os próximos 30 anos. Mesmo assim, já é possível sentir os efeitos hoje. Uma companhia elétrica indiana recentemente culpou o "uso extensivo de aparelhos de ar-condicionado" pela alta demanda de eletricidade na região nordeste do país (a mais densamente povoada, onde está a cidade de Calcutá). Embora as vendas de ar-condicionado não tenham crescido na China em 2015 e 2016, no ano passado houve um pico de 45% nas vendas, diz Dinesh Kithany, da empresa de pesquisas IHS Markit. O pico foi causado, entre outras coisas, por um verão especialmente quente. A firma de Kithany também estima que existiam 130 milhões de aparelhos em funcionamento em 2016, e 160 milhões em 2017. Melhoras na tecnologia dos aparelhos e a mudança para fontes mais limpas de energia podem reduzir o impacto da refrigeração, diz Staffell. E ele também lembra que, num mundo em aquecimento, haverá menos demanda para aquecimento central. Pode ser que um fator - queda na demanda por aquecimento - ajude a atenuar os impactos do aumento na refrigeração.
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20/06 - Anvisa diz que nunca houve pedido de registro para fosfoetanolamina
MPF pediu liberação de comercialização de composto como suplemento alimentar, mas Anvisa diz que nenhuma empresa protocolou registro para substância. Cápsulas de fosfoetanolamina produzidas desde os anos 90 no Instituto de Química de São Carlos; composto é objeto de polêmica desde 2016 Cecília Bastos/USP Imagem A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que regulamenta o setor de medicamentos no país, diz que nunca houve qualquer pedido para o registro da fosfoetanolamina: seja como medicamento, seja como suplemento alimentar. A resposta da agência é uma reação a um pedido do Ministério Público Federal, protocolado em Uberlândia (MG) no dia 13 de junho. O MPF pediu liberação e comercialização da substância como suplemento alimentar. A agência salienta que o setor de alimentos da Anvisa já prevê a possibilidade da fosfoetanolamina ser comercializada como suplemento alimentar. Até agora, contudo, não houve qualquer pedido de registro da substância; e, por isso, não pode haver liberação de comercialização. Ainda, a Anvisa alerta só ser possível fazer a liberação de qualquer produto para registro após a garantia de boas práticas da indústria (o que diminui a chance, por exemplo, de contaminações e de medicamentos falsos). "A Anvisa não está proibindo empresas de produzir e comercializar produtos à base de fosfoetanolamina. Apenas exige das empresas interessadas que cumpram os trâmites legais para regularização da substância como alimento ou mesmo como medicamento." Ainda, segundo a Anvisa, mesmo que a fosfoetanolamina seja aprovada como suplemento, nenhuma empresa poderá fazer propaganda sobre qualquer efeito terapêutico -- de acordo com lei brasileira. "A Anvisa sempre procurou colaborar em todos os debates realizados para alertar sobre a inadequação de se liberar substâncias como a fosfoetanolamina por meio de recursos jurídicos, contrariando as práticas de todos os países desenvolvidos e o próprio esforço do Brasil", concluiu a agência. A fosfoetanolamina ficou popularmente conhecida como "pílula do câncer", mas seus supostos efeitos anticancerígenos não foram comprovados em testes. Em polêmica desde meados de 2016, a pílula começou a ser sintetizada por químico aposentado da USP nos anos 1980, que incitou controvérsias por distribuir informalmente o medicamento. Desde então, a pílula tem sido objeto de polêmica entre várias instituições -- e a Anvisa tem se manifestado no sentido de garantir que medicamentos passem por todos os testes necessários antes da sua aprovação. MP pede liberação da fosfoetanolamina como suplemento alimentar Utilização como suplemento De acordo com o procurador Cléber Eustáquio, que protocolou a ação com o pedido de comercialização da fosfoetanolamina, ficou demonstrado que a substância é atóxica e segura, sem apresentar quaisquer efeitos colaterais. Por isso, diz Eustáquio, ela poderia ser regularizada como suplemento alimentar. "Infelizmente, existe um entendimento equivocado de que a fosfoetanolamina seria um medicamento, o que, com certeza, não o é. Trata-se de suplemento alimentar", diz Cléber Eustáquio. O procurador pediu ainda que a Anvisa não realize qualquer impedimento para a comercialização da fosfo -- objeção que a agência diz não ser o seu papel institucional. "A agência lembra que o processo de registro, seja de um medicamento ou de um suplemento, só se inicia se um interessado (produtor ou importador) requerer o registro e apresentar a documentação que ateste a qualidade e a conformidade do seu produto com o regulamento sanitário vigente". "A Anvisa, portanto, não decide a priori por liberação ou proibição de nenhum produto, inclusive da fosfoetanolamina." O lançamento da fosfoetanolamina como suplemento já tinha sido sugerido pelo então ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, em março de 2016. Em abril do mesmo ano, uma lei sancionada pela então presidente Dilma Rousseff autorizava a produção e venda da pílula, mas foram suspensas por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em maio de 2016. Em relação aos efeitos anticancerígenos, no entanto, os testes não vingaram. Em julho de 2016, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) iniciou um estudo e pacientes passaram por avaliação por uma equipe especializada com experiência em testes clínicos. Em 2017, o Icesp suspendeu a pesquisa devido à ausência de "benefício clínico significativo" nas pesquisas realizadas.
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19/06 - 'Descobri que tinha câncer vendo um programa de TV'
Depois de assistir depoimento de jornalista da BBC sobre descoberta do câncer de mama através de um sintoma menos conhecido, mulheres inglesas conseguiram diagnosticar tumores. Repórter da BBC (à esq.) falou sobre descoberta do câncer em vídeos online e em programas de TV, e despertou a atenção de duas mulheres que tinham o mesmo problema BBC Quando a jornalista da BBC Victoria Derbyshire falou abertamente sobre os sintomas que levaram ao seu diagnóstico de câncer de mama no programa da rede ITV The Real Full Monty, duas mulheres entraram em contato para dizer que seu depoimento fez com que elas mesmas fossem diagnosticadas. "Eu quero agradecer a você por salvar minha vida", dizia a primeira linha do email enviado por Margaret Witts, de 86 anos. Pouco depois, a repórter se reuniu com ela e com Maren Marshall, de 53 anos, para ouvir suas histórias. "Eu peguei uma taça de sherry (bebida alcoólica), me sentei, levantei as pernas e coloquei um cobertor sobre elas (para assistir ao programa)", relembra. "Mas quando você disse que descobriu ter um mamilo invertido e que seu seio tinha ficado achatado, meu alarme soou." Quando, ao final do programa, um aviso aconselhava as mulheres a irem conferir seus seios para detectar possíveis alterações, Margaret percebeu, diante do seu espelho, que um deles estava muito menor que o outro. "O mamilo daquele seio também estava mais elevado e metade dele estava virada para dentro. Comecei a apalpar o mamilo e senti um caroço áspero. Fiquei sem conseguir acreditar." Um mamilo invertido nem sempre é sinal de câncer - algumas pessoas nascem com eles assim, ou seu formato se altera com o tempo. No entanto, uma mudança repentina na aparência do seio precisa ser examinada imediatamente. De acordo com a ONG britânica Breast Cancer Care, um terço das pessoas que desenvolvem câncer de mama são diagnosticadas depois de encontrarem outro sintoma que não um caroço. 'Você fica sobrecarregada' A menção do mamilo invertido também chamou a atenção de Maren Marshall. "Eu sempre tive o mamilo invertido, mas estava um pouco mais do que antes", descreve. "Quando eu não usava sutiã, percebia uma depressão maior no seio. Antes, era mais liso. Acho que não teria feito nada a respeito se não tivesse visto o programa." Maren foi diagnosticada com câncer de mama depois de uma consulta com seu médico em maio. Agora, ele fez uma cirurgia para remover o tumor e o tecido que o rodeava. Margaret, por sua vez, fará uma mastectomia (cirurgia de remoção da mama) ainda neste mês de junho. "Depois (da mastectomia) vou ter que viver com a falta do seio de um lado, mas eu consigo superar isso. Não é o fim do mundo", diz. "Mas a palavra 'câncer' afeta todo mundo. Você fica sobrecarregada." Maren diz que ainda está "um pouco dormente" depois da experiência, e brinca que talvez ainda esteja se recuperando da anestesia. Sintomas menos conhecidos O câncer de mama pode ser detectado em suas fases iniciais na maioria dos casos, o que cria mais chances de tratamento e cura - que podem chegar a 95% de acordo com alguns especialistas. Daí a importância de observar possíveis sintomas e de procurar o médico em caso de observação de qualquer mudança incomum nos seios. "Depois (da mastectomia) vou ter que viver com a falta do seio de um lado, mas eu consigo superar isso. Não é o fim do mundo", diz Margaret, de 86 anos BBC "Mamilo invertido" é o nome que se dá quando o mamilo vira para dentro ou "afunda" no seio. O fenômeno nem sempre está ligado ao câncer, no entanto. Algumas mulheres nascem assim e outras ficam dessa forma após a amamentação. No entanto, se um mamilo afundar repentinamente ou ficar muito diferente do que era antes em curto espaço de tempo, deve ser examinado por um médico. Um terço das pessoas que desenvolvem câncer de mama são diagnosticadas depois de encontrarem um sintoma que não seja um caroço. Há uma lista de 12 sinais que podem indicar algo de errado, mas que não necessariamente significam a presença da doença. Confira: 1) Engrossamento da pele 2) Sulco na mama 3) Crostas no mamilo 4) Secreção mamilar 5) Irritação ou dores 6) Afundamento do mamilo 7) Crescimento de veias 8) Protuberâncias 9) Úlceras 10) Mudanças na textura da pele que a deixam parecida com "casca de laranja" 11) Mudança de forma e/ou tamanho 12) Nódulos
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19/06 - Campanha de vacinação contra gripe será ampliada para adultos com mais de 50 anos e crianças em SP
Baixa procura por imunização de grávidas preocupa Secretaria da Saúde. Vacina contra gripe Reprodução/TV Globo Dois novos grupos serão incluídos na campanha de vacinação contra a gripe em todo o estado de São Paulo, informou a Secretaria da Saúde. A partir desta segunda-feira (25), poderão tomar a vacina adultos entre 50 e 59 anos e crianças com idade entre 5 e 9 anos, além dos grupos prioritários. Poderão ser imunizados: Crianças de 6 meses a cinco anos; Crianças de cinco a nove anos; Adultos entre 50 a 59 anos; Idosos (com mais de 60 anos); Trabalhadores da saúde; Gestantes; Puérperas (mulheres que estão amamentando); Professores das redes pública e privada; Indígenas; Pessoas privadas de liberdade (incluindo adolescentes cumprindo medidas socioeducativas); Profissionais do sistema prisional Pessoas com doenças que aumentam o risco de complicações em decorrência da influenza. A contraindicação da vacina é para quem tem alergia severa a ovo. Para tomar a vacina é necessário levar um documento de identificação e, se possível, a carteira de vacinação e cartão SUS. Quem tem doenças crônicas deve levar a receita da medicação que usa com data dos últimos seis meses. Mudança A decisão de incluir crianças com mais de cinco anos e adultos com mais de 50 foi tomada pelo Ministério da Saúde, que repassou a ordem para a Secretaria Estadual da Saúde. A diretora técnica da Divisão de Imunização da pasta, Helena Sato, explica que é a primeira vez que o ministério cria estes dois novos grupos. “São dois grupos que a influenza pode evoluir para complicações, como pneumonia ou uma internação hospitalar”, explicou a diretora. A Secretaria Estadual da Saúde informou que não tem mais estoque de vacina. Todas as doses já foram distribuídas para as cidades. Estado A cobertura de vacinação dos atuais grupos prioritários preocupa a Secretaria Estadual da Saúde. A meta é vacinar 90% da população, mas até agora apenas 75% procuraram a vacina. No estado, ainda é preciso vacinar cerca de 1,6 milhão de pessoas. O alerta na reta final da campanha é para crianças e grávidas, que ainda apresentam cobertura vacinal de 52% e 54%, respectivamente. Para Sato, as pessoas não tomam a vacina porque têm medo de ficarem resfriadas e porque acreditam que não é necessário tomar a dose todos os anos. Ela explica que a vacina não causa resfriado, porque o vírus da doença é diferente do da gripe, e que é preciso imunizar anualmente porque é o tempo que dura a proteção. Ela lembra que a composição da vacina também pode mudar dependendo do tipo do vírus que está circulando. “A baixa adesão preocupa. Gripe não é um simples resfriado e temos três vírus que circulam, e os três são contemplados na vacina”, explica a diretora. A vacina desse ano tem a possibilidade de proteger contra três tipos de vírus da gripe: o Influenza A, nas variações H1N1 e H3N2 e influenza B. Para o ministério, o acréscimo da proteção contra o H3N2 acontece após a infecção de 47 mil pessoas no hemisfério norte, em janeiro, mas no Brasil, segundo Carla Domingues, coordenadora-geral do programa de imunização do ministério, “não há nenhuma evidência que teremos uma circulação forte do H3N2”. Capital Na capital, o índice de cobertura da vacina está um pouco abaixo da do estado. De acordo com o último balanço da Secretaria Municipal da Saúde, divulgado na quarta-feira (13), a cobertura vacinal esté em 66,2%. A meta é atingir 90% dos grupos prioritários. A adesão mais baixa é das gestantes. A população é de 131.880 grávidas, e foram aplicadas pouco mais de 54 mil doses (o que corresponde a 43,5% da cobertura). O segundo grupo com a cobertura mais baixa é de crianças com idade entre seis meses e cinco anos. A cobertura vacinal está em 44,8%. A campanha de vacinação dos grupos prioritários termina na sexta-feira (22) e está disponível em todas as unidades de saúde da capital. Casos e óbitos de gripe Neste ano, no estado. foram notificados 458 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 71 mortes. No ano passado, foram 1.021 casos, com 200 óbitos. Já na capital foram confirmados 347 casos de SRAG em 2018. Não foi informado o número de mortes. Em todo ano de 2017, foram confirmados 402 casos, sendo que 38 casos evoluíram para óbito.
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19/06 - A três dias do fim, campanha de vacinação contra a gripe ainda precisa alcançar 17% do público-alvo
Menor índice de vacinação é entre crianças de seis meses a cinco anos: 4,4 milhões ainda precisam ser imunizadas somente neste grupo. Campanha de vacinação contra gripe ainda não atingiu meta Semuc/Andrezza Mariot/Divulgação A três dias do final da campanha de vacinação da gripe, 9,5 milhões de brasileiros ainda não se vacinaram, de acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Saúde na tarde desta terça-feira (19). Apesar do prazo ter sido prorrogado até o dia 22 de junho, a meta do Ministério da Saúde de ter 54, 4 milhões de pessoas vacinadas ainda não foi alcançada. Com menor índice em 16 anos, vacinas que deveriam ser aplicadas em crianças ficaram fora da meta em 2017 Com a atualização do boletim, o percentual do público alvo que precisava ser alcançado até por volta das 15h30 era de 17%. Neste total, 4,4 milhões são crianças com menos de cinco anos. A vacina contra a gripe é indicada por pessoas em maior risco de transmissão (como profissionais da saúde) ou pessoas com maior possibilidade de desenvolver complicações mais graves (como é o caso de idosos). Em São Paulo, dois novos grupos serão incluídos na campanha, segundo a Secretaria da Saúde. A partir desta segunda-feira (25), poderão tomar a vacina adultos entre 50 e 59 anos e crianças com idade entre 5 e 9 anos, além dos grupos prioritários. Alerta sobre a cobertura Para o Ministério da Saúde, a baixa cobertura registrada até o período "acendeu um alerta". A preocupação, segundo a pasta, é com a proximidade do inverno, período considerado de maior circulação do vírus da gripe. Dentre as regiões, a Sudeste é a que teve a menor cobertura vacinal contra a gripe até o momento, com 70,9%. Em seguida, as regiões Norte (72%), Sul (81,3%), Nordeste (84%) e Centro Oeste (91,4%). Ainda segundo o boletim do Ministério, as crianças de seis meses a cinco anos e as gestantes registram o menor índice de vacinação contra a gripe. Um dado preocupante devido a vulnerabilidades de ambos. Já o público com maior cobertura é dos professores com 96,32%, seguido pelas puérperas, mulheres que deram à luz há pouco tempo, (94,78%). Hoje, a vacina é distribuída gratuitamente para os seguintes grupos: Professores da rede pública e privada; Profissionais de saúde; Crianças entre 6 meses e cinco anos (estão com a menor cobertura); Gestantes; Mulheres com parto recente (com até 45 dias); Idosos a partir de 60 anos; Povos índigenas; Portadores de doenças crônicas; População privada de liberdade (inclui funcionários do sistema prisional e menores infratores). Número de mortes dobrou O número de mortes relacionadas à gripe dobrou no país em relação aos seis primeiros meses do ano passado. De janeiro a junho deste ano, 2,7 mil pessoas foram identificadas com a doença e 446 morreram. Em 2017 eram 1,2 mil registros de influenza e 204 mortes. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde. De acordo com o último boletim da pasta, a taxa de mortalidade por influenza no Brasil está em 0,18% para cada 100 mil habitantes. A média de idade entre a maioria das vítimas era de 52 anos. Situação nos estados Alagoas - Alagoas vacina mais de 624 mil pessoas contra gripe e ultrapassa meta, diz Sesau Amazonas - AM tem cobertura vacinal abaixo da meta Bahia - Mais de 1 milhão de integrantes do público-alvo ainda não se vacinou na BA Ceará - Dois grupos prioritários ainda não atingiram meta de vacinação contra gripe no Ceará Goiás - Goiás encerra campanha de vacinação e comitê contra H1N1, mas mantém doses em postos até dia 22 Mato Grosso - Mais de 78 mil pessoas ainda têm que tomar vacina contra a gripe em MT Pará - Quase 300 mil ainda não vacinaram contra gripe no Pará Paraíba - Paraíba vacina mais de 817 mil pessoas contra a gripe até esta terça-feira Paraná - Mais de 200 mil crianças com menos de cinco anos ainda não tomaram a vacina contra a gripe no Paraná Rio de Janeiro - Campanha de vacinação contra a gripe é prorrogada no RJ até o dia 22 de junho Rio Gande do Norte - Vacinação contra gripe termina na sexta e RN ainda não atingiu meta de grupo prioritário São Paulo - Campanha de vacinação contra gripe será ampliada para adultos com mais de 50 anos e crianças em SP Santa Catarina - SC atinge 86% da meta de vacinação contra gripe Sergipe - Sergipe já alcançou 85% da cobertura vacinal contra a gripe influenza Tocantins - Quase 30 mil pessoas ainda precisam se vacinar contra a gripe no Tocantins
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19/06 - Com menor índice em 16 anos, vacinas que deveriam ser aplicadas em crianças ficaram fora da meta em 2017
Vacina que previne o sarampo, caxumba, rubeóla e varicela apresenta o menor índice de cobertura. Campanha segue até o dia 31 de agosto e pretende atingir mais de 30 mil crianças Mary Porfiro/G1 A vacinação de crianças menores de um ano teve seu menor índice de cobertura em 16 anos. Segundo dados do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, nos últimos dois anos a meta de ter 95% da população-alvo vacinada não foi alcançada. A três dias do fim, campanha de vacinação contra a gripe ainda precisa alcançar 10,8 milhões de pessoas Dentre as vacinas do calendário infantil, apenas a BCG teve índices satisfatórios em 2016 e 2017. A vacina Tetra Viral, que previne o sarampo, caxumba, rubeóla e varicela, apresenta o menor índice de cobertura: 70,69% em 2017. Seguido da vacina de Rotavírus Humano que ficou 20% abaixo da meta. Para Carla Domingues, , coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, fatores como a erradicação de algumas doenças podem passar uma falsa sensação de tranquilidade para as pessoas que não viveram epidemias ou surtos de doenças como sarampo e poliomelite. "Quando você tem 29 anos sem sarampo, por exemplo, a população parece achar que essas doenças não são mais importantes. As pessoas não veem mais casos delas", analisa. O retorno de doenças erradicadas é a principal consequência da queda da cobertura vacinal e poderia desencadear um problema maior de saúde pública: "A sociedade como um todo precisa entender que foi feito um esforço muito grande para colocarmos tudo isso a perder e termos mortes por doenças que não estavam mais aqui". "Também é preciso lembrar que essas doenças têm sequelas absurdas: cegueira, surdez, sequelas motoras e de aprendizado. Um conjunto de problemas de saúde que não temos mais e que podemos voltar a ter por achar que a vacina é uma coisa irrelevante". Queda em 2017 A taxa de vacinação em crianças menores de um ano poderia ser considerada estável na maioria dos casos até o ano de 2015, quando os índices ainda estava satisfatórios, mas já apresentavam queda. Em 2016, seis vacinas do calendário infantil ficaram abaixo da meta. Em 2017, todas as vacinas do calendário infantil estão abaixo da meta de 95%. Segundo o Ministério da Saúde, o calendário de vacinação em crianças menores de um ano prevê a cobertura de doenças como: tuberculose, hepatite B, difteria, tétano, coqueluche, meningite e infecções por HiB, poliomielite, pneumonia, otite, diarreia por rotavírus e hepatite A. O calendário extenso, um benefício do avanço da medicina e dos programas de vacinação, pode ser entendido também como um fator da diminuição da cobertura. O Ministério da Saúde só contabiliza como vacinação completa quando todas as doses necessárias foram tomadas, o que não acontece em muitos casos. "A organização do serviço de saúde é uma questão. Muitos pais estão trabalhando no horário que o serviço de saúde atende. É preciso rever isso. E com o sucesso das vacinas, o calendário ficou grande para cumprir. Com isso, há quem priorize uma ou outra. As que ainda circulam e se ouve falar mais acabam tendo maior cobertura", explica Carla. Poliomelite A vacina da Poliomelite alcançou 77% da cobertura em 2017. Até 2015, costumava apresentar índices acima dos 95% recomendados pelo Ministério. O único estado brasileiro a atingir a meta em 2017 foi o Piauí. O Amapá teve o menor índice com 60,30%. O Brasil não tem casos de poliomelite desde 1989, quando a doença foi considerada erradicada pela Organização Mundial da Saúde nas Américas. Polio 2017 - em % percentual de cobertura No dia 9 de junho, a OMS reportou um caso de poliomelite em uma criança indígena de dois anos no leste da Venezuela depois de 29 anos da erradicação na região. Como existe o risco de importação da doença de regiões onde o vírus ainda circula, é importante manter as metas de vacinação estabelecidas. Crianças recebem vacina contra a gripe em Teresina Divulgação/Fundação Municipal de Saúde 'Não podemos negligenciar' Para Carla, é importante que haja uma conscientização dos pais: "A geração que não leva os filhos para se vacinar é uma geração que foi beneficiada pelo sucesso da campanha de vacinação. Não podemos negligenciar com nossos filhos". Ela também alerta sobre a disseminação de notícias falsas sobre as vacinas e supostos efeitos adversos. Para Carla, a população precisa entender que os benefícios da vacina são superiores a possíveis reações: "No caso da gripe, por exemplo, 1 a cada 3 milhões pode apresentar reação. Você não morre de vacina da gripe, mas temos 43 crianças mortas por gripe". O número de mortes relacionadas à gripe dobrou no país em relação aos seis primeiros meses do ano passado. De janeiro a junho deste ano, 2,7 mil pessoas foram identificadas com a doença e 446 morreram. Em 2017 eram 1,2 mil registros de influenza e 204 mortes. "É um caminho perigoso achar que vacina faz mal para a saúde. As vacinas foram responsáveis por um impacto de diminuição da morte infantil. Se pararmos de vacinar, nossa taxa de mortalidade infantil voltará a ser escandalosa. É um ganho da sociedade ter um programa como o nosso, com 14 vacinas disponíveis gratuitamente", diz Carla. Segundo ela, o Brasil não tem problemas de desabastecimento de doses de vacina. As vacinas de poliomelite e sarampo, que tiveram grande queda a partir de 2016, nunca faltaram no estoque nacional: "Pontualmente os laboratórios podem ter problemas de produção, mas não tivemos desabastecimento anual. Nunca faltou algum tipo de vacina um ano inteiro".
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19/06 - EUA registra caso de peste bubônica em criança; entenda a doença
Menino foi medicado e se recupera em casa. EUA registra cerca de 7 casos por ano de peste. Os Estados Unidos registraram um caso de peste bubônica em um menino na última semana no estado de Idaho. A criança foi tratada com antibióticos e liberada para se recuperar em casa. Segundo o Departamento Local de Saúde do estado, esta é a primeira vez em 26 anos que um caso da doença é registrado no estado. Não se sabe se o menino contraiu a doença durante uma visita ao estado do Oregon ou em Idaho, onde mora. Autoridades de saúde disseram que esquilos que vivem perto da casa da criança no condado de Elmore, Idaho, tiveram testes positivos para a doença em 2015 e 2016, embora nenhum caso tenha sido relatado desde então. "A peste é transmitida aos seres humanos através de uma picada de uma pulga infectada", disse Sarah Correll, epidemiologista do Departamento de Saúde do Distrito Central. “As pessoas podem diminuir seu risco tratando seus animais de estimação contra pulgas e evitando o contato com a vida selvagem. Use repelente de insetos, calças compridas e meias quando visitar as áreas afetadas pela peste. ” Os Estados Unidos registram cerca de 7 casos da doenças por ano em áreas rurais do país, de acordo com Centro de Controle de Doenças e Prevenção. Peste no mundo Entre 1º de agosto e 8 de novembro de 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi notificada de 2.034 casos de peste, incluindo 165 mortes, em 55 dos 113 distritos de Madagascar. A peste bubônica é uma das mais antigas doenças. Historicamente, ela tem sido responsável por pandemias generalizadas e com alta mortalidade. Ficou conhecida como "Peste Negra" durante o século 14, quando causou 50 milhões de mortes na Europa. Nos dias de hoje, no entanto, segundo a OMS e a ONU, a doença é facilmente evitada e tratada com antibióticos se detectada logo no início. De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2000 e 2017 o Brasil registrou apenas um caso de peste em humanos. O que é peste? É uma doença infecciosa aguda, transmitida principalmente por picada de pulga infectada, e se manifesta sob três formas clínicas principais: bubônica, septicêmica e pneumônica. Ainda é um perigo para as pessoas por causa da resistência da infecção em roedores silvestres. Como é a transmissão? A peste bubônica é transmitida através da picada de pulga infectada. A pneumônica acontece através de gotículas no ar lançadas pela tosse. Quais são os sintomas? A peste bubônica pode causar febre, dor de cabeça, calafrios, fraqueza e um ou mais nódulos inchados. A pneumônica pode causar febre, dor de cabeça, calafrios, fraqueza e pneumonia com falta de ar, dor no peito e tosse. A septicêmica pode causar fraqueza extrema, febre, dor abdominal e sangramentos na pele ou alguns órgãos. Pode se apresentar como os primeiros sintomas de peste ou desenvolver de uma peste bubônica não-tratada. Como é o tratamento? O tratamento é feito com antibióticos, que devem ser administrados idealmente até as primeiras 15 horas após o início dos sintomas. Como é feita a prevenção? É preciso evitar o contato com roedores silvestres. Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil existem duas áreas distintas consideradas focos naturais: o foco do nordeste e o foco de Teresópolis, no estado do Rio de Janeiro.
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19/06 - Disfunção erétil está associada ao risco cardiovascular
O desempenho sexual masculino pode ser um bom indicador da saúde do coração De acordo com pesquisa divulgada semana passada na publicação “Circulation”, da American Heart Association, a performance masculina na cama pode ser um bom indicador da saúde das artérias e do coração. Estudos anteriores já sugeriam a relação entre a disfunção erétil, que atinge 12 milhões de norte-americanos, e o risco cardiovascular. Desta vez, quase 2 mil homens, com idades entre 60 e 78 anos e sem histórico de doença coronariana ou acidente vascular cerebral, foram acompanhados durante quatro anos. Desses, 46% haviam relatado problemas de ereção e o que se constatou é que o grupo com disfunção erétil experimentou o dobro de infartos e derrames em relação ao que não tinha essa queixa. Pesquisa: performance masculina na cama pode ser um bom indicador da saúde das artérias e do coração https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=56447598 O médico Michael J. Blaha, um dos autores da pesquisa, afirmou à publicação que esses homens devem se submeter o quanto antes a uma avaliação cardiovascular: “é uma ótima oportunidade para identificar riscos que ainda não haviam sido detectados”. O grupo será acompanhado pelos próximos dez anos e a expectativa dos pesquisadores é descobrir se será possível realizar algum tipo de intervenção precoce. Há fatores de risco que são comuns à disfunção erétil e à doença cardiovascular, como obesidade, tabagismo e síndrome metabólica – que se caracteriza por um conjunto de condições que aumentam as chances de doença cardíaca: gordura abdominal, nível elevado de açúcar no sangue, taxas anormais de colesterol, além de hipertensão. No XXI Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia, a geriatra Aline Saraiva da Silva Correia, médica do hospital universitário da UFRJ e recentemente eleita vice-presidente da SBGG-RJ para o biênio 2018-2020, ressaltou a importância de o sexo ser um tema presente nas consultas: “é fundamental usar uma linguagem acessível, formular questões diretas e ouvir o paciente. Se o médico traz o assunto para dentro do consultório, ele se torna algo natural. Infelizmente, a formação do profissional de saúde ainda é falha nesse aspecto”. A longevidade trouxe desafios adicionais, porque um número cada vez maior de idosos continua a fazer sexo e sem proteção. “O homem mais velho vem de uma geração sem costume de usar preservativo. Como normalmente tem problemas em manter a ereção, descarta sua utilização. A falta de diálogo e de campanhas sobre doenças sexualmente transmissíveis dificulta a prevenção e, inclusive, o diagnóstico. Não basta perguntar se o idoso é casado ou viúvo, como se o estado civil determinasse sua atividade sexual. É preciso ir além para saber se tem alguém com quem mantenha relações sexuais, ou se as relações são com uma pessoa do mesmo sexo”, afirmou a geriatra. Mariza Tavares Arte/G1
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18/06 - Um em cada cinco moradores das capitais brasileiras é obeso, aponta pesquisa do Ministério da Saúde
Levantamento diz que aumentou o consumo de frutas e hortaliças, a prática de atividades físicas e caiu o consumo de refrigerantes. Pesquisa que ouviu 53.034 pessoas. Nutricionistas aconselham que uma pessoa deve consumir 500 calorias menos do que o corpo requer diariamente para poder perder cerca de meio quilo em sete dias Arquivo/David Gray/Reuters Um em cada cinco (18,9%) brasileiros são obesos e mais da metade da população das capitais brasileiras (54,0%) está com excesso de peso, de acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2017, do Ministério da Saúde. De acordo com nota do ministério, o consumo regular de frutas e hortaliças cresceu 4,8% (de 2008 a 2017), a prática de atividade física no tempo livre aumentou 24,1% (de 2009 a 2017) e o consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas caiu 52,8% (de 2007 a 2017). Em dez anos, houve o crescimento de 110% no número de pessoas de 18 a 24 anos que sofrem com obesidade, quase o dobro do aumento em todas as faixas etárias (60%). Nas faixas de 25 a 34 anos houve alta de 69,0%; de 35 a 44 anos (23,0%); 45 a 54 anos (14,0%); de 55 a 64 anos (16,0%); e nos idosos acima de 65 anos houve crescimento de 2,0%. Quando a comparação é sobre o excesso de peso, o crescimento foi de 56%. Assim como a obesidade, o excesso de peso também cresceu entre as faixas etárias da população brasileira. De 25 a 34 anos houve alta de 33,0%; de 35 a 44 anos (25,0%); 45 a 54 anos (12,0%); de 55 a 64 anos (8,0%) e nos idosos acima de 65 anos houve crescimento de 14,0%. O dado geral mostra que 54% da população brasileira sofre com excesso de peso. Para avaliar a obesidade e o excesso de peso, a pesquisa leva em consideração o Índice de Massa Corporal (IMC). "Mesmo com esta tendência a estabilidade e com o crescimento de pessoas que praticam atividade física e que estão consumindo alimentos mais saudáveis, não podemos deixar de continuar vigilantes”, - Fátima Marinho, diretora do Departamento de Vigilância de Doenças Crônicas e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde (DANTPS), do Ministério da Saúde Consumo de refrigerantes A pesquisa diz que o consumo de refrigerantes e sucos artificiais também vem caindo ao longo dos últimos 11 anos. A queda foi de 52,8%, saindo de 30,9%, em 2007, para 14,6% no ano passado. Por faixa etária, a queda é maior (54%) entre os adultos com idades entre 25 e 34 anos e idosos com 65 anos e mais. As outras faixas etárias apresentaram queda em torno de 50%. Frutas e hortaliças A ingestão regular (em 5 ou mais dias na semana) de frutas e hortaliças aumentou em ambos os sexos, mas o crescimento geral ainda foi menor que 5,0% no período de 2008 a 2017. Quando observado o consumo recomendado, 5 ou mais porções por dia em cinco ou mais dias da semana, houve aumento de mais de 20% entre os adultos de 18 a 24 anos e 35 a 44 anos.
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18/06 - Países do Mercosul assinam acordo para rótulo frontal de alerta em alimentos
Proposta brasileira foi assinada na sexta-feira (15) em reunião de Ministros da Saúde. Alimentos ganharão novos rótulos USP Imagens O Brasil e os países do Mercosul vão adotar o rótulo frontal para tornar a leitura mais simples e alertar o consumidor dos componentes nutricionais dos alimentos. A medida foi proposta pelo governo brasileiro e virou uma declaração assinada na sexta-feira (15) durante reunião de MInistros de Saúde do Mercosul no Paraguai. A proposta é que o rótulo localizado na frente dos alimentos facilite o entendimento mais claro da quantidade contida nos alimentos de nutrientes considerados críticos, como o açúcar, sódio e as gorduras totais, trans e saturadas, que estão associadas a doenças crônicas, como a hipertensão e o diabetes. Além disso, o novo rótulo terá um alerta para conteúdo excessivo destes nutrientes. A proposta faz parte da estratégia de combate ao crescimento do número de pessoas com sobrepeso e obesidade em vários países do bloco. No Brasil, dados da Vigitel 2017, apontam que 54% da população está com excesso de peso e 18,9% está obesa. Segundo o Ministério da Saúde, a assinatura do documento não impõe uma data. No Brasil, a Anvisa é a responsável pelo desenvolvimento dos novos rótulos, mas ainda não há previsão para implementação. Primeiros passos O primeiro passo para essa nova política foi dado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que aprovou versão inicial do documento. Essa versão ficará disponível para contribuição da comunidade científica por 45 dias. Depois, a agência vai fazer a redação da norma, que ficará à disposição por 60 dias para novas contribuições. A expectativa é que até o final do ano a regulamentação seja publicada. "Mudanças serão necessárias porque o modelo atual dificulta o uso da rotulagem nutricional pelos consumidores por problemas de identificação visual, pelo baixo nível de educação e conhecimento nutricional", disse nota da agência. O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, anunciou parte da medida em Genebra, durante plenária da 71ª Assembleia Mundial da Saúde (AMS) em maio. Ele citou que o Brasil vai adotar o alerta para altos teores de açúcar -- numa tentativa de diminuir o crescimento de altos índices de obesidade. Segundo o ministro, a meta é concluir até julho tanto os novos rótulos quanto a questão da redução de açúcar nos produtos. O ministro diz que busca diálogo e resolver "sem imposição" as mudanças, e que associações de empresários do setor não estão recebendo bem essas iniciativas para reduzir a obesidade no Brasil.
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18/06 - Pessoas com doenças cardíacas não se exercitam o suficiente, diz estudo
Estudo feito no Brasil e na Austrália mostra que qualidade de vida deste pacientes piora sem exercícios apropriados. Pessoas com doenças cardíacas não se exercitam o suficiente, segundo estudo. Getty Images Um estudo divulgado nesta segunda-feira (18) e realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Adelaide, na Austrália, mostra que as pessoas com problemas cardíacos existentes ou que estão em risco de desenvolvê-las estão ignorando os conselhos médicos e não fazendo exercícios suficientes. O estudo publicado no "Plos One" analisou os hábitos de exercício de 3000 pessoas da população geral na Austrália Meridional e do sul do Brasil. "Há evidências de que mais de 70% das pessoas que sofrem ou que estão em risco de desenvolver um problema cardíaco devido a diabetes, pressão alta ou colesterol alto, não seguem um programa adequado de exercício regular moderado ou vigoroso, que é fundamental para evitar maiores complicações e até mortalidade", diz David A. Gonzalez-Chica, autor do estudo. As pessoas com problemas cardíacos estão vivendo mais - especialmente em países de alta renda, como a Austrália -, mas sua qualidade de vida a longo prazo está sendo afetada negativamente porque evitam exercícios moderados ou vigorosos. As diretrizes atuais sugerem que pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou vigorosa por semana são recomendados. "Muitas pessoas que vivem com doenças cardiovasculares, ou que estão em risco de desenvolver a condição devido a problemas de saúde existentes estão se exercitando muito pouco. Exercícios leves como caminhar não são suficientes. De acordo com nosso estudo, caminhar por pelo menos 150 minutos por semana é beneficial para melhorar a qualidade de vida, mesmo quando o indivíduo teve um problema cardíaco ", diz Gonzalez-Chica. "As mortes por doenças cardíacas respondem por 31% das mortes no mundo. Embora a maioria dessas mortes ocorra em países de baixa e média renda, como o Brasil, a condição é responsável por uma proporção crescente de doenças não transmissíveis em países de alta renda, como Austrália ", diz o Dr. Gonzalez-Chica. Em todo o mundo, o fardo das doenças cardiovasculares e seus fatores de risco é um problema crescente de saúde pública. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, as doenças não transmissíveis, como doenças do coração, causarão uma perda global de US$ 47 trilhões nas próximas duas décadas, sendo a doença cardiovascular a maior contribuinte para estes números.
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18/06 - Impressão 3D, 'GPS do cérebro': separação de siamesas unidas pela cabeça incentiva avanços médicos
Iniciativa de equipe multidisciplinar do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto se tornou referência para grupos médicos que atuam em cirurgias infantis de alta complexidade. Novos protótipos desenvolvidos por equipe do HC para separação de gêmeas siamesas em Ribeirão Preto Rodolfo Tiengo Um dos maiores centros de medicina do país, o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) tem atraído a atenção da comunidade médica ao se debruçar sobre um procedimento inédito no Brasil: a separação de duas irmãs gêmeas que nasceram unidas pela cabeça. Um trabalho ainda em andamento - duas das cinco etapas foram realizadas até agora - que conjuga décadas de inovações científicas na mesa de cirurgia, de moldes feitos por meio de impressão 3D à utilização de neurotransmissores que funcionam como um "GPS" do cérebro, e promete deixar contribuições para diferentes áreas, seja na adequação de procedimentos de alta complexidade, seja no conhecimento gerado a ser transmitido para novos alunos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP/USP). "O legado de todo esse envolvimento é muito grande do ponto de vista local, quer dizer, a compreensão de que nós temos competência pra fazer procedimentos extremamente complexos e com sucesso até agora. Uma outra coisa é que essa multidisciplinaridade, toda essa complexidade, tem uma repercussão acadêmica também", afirma Hélio Machado, chefe do Departamento de Neurocirurgia Pediátrica do HC, à frente do time de especialistas que tem conduzido os trabalhos com as gêmeas. Busto de Hipócrates, conhecido como o Pai da Medicina, em frente ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) Rodolfo Tiengo/G1 O caso chegou ao conhecimento do Hospital das Clínicas por intermédio do neurocirurgião Eduardo Jucá, responsável pelo acompanhamento das irmãs no Ceará. Jucá foi aluno da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto e especializou-se em neurocirurgia pediátrica. Ele tomou conhecimento do caso das irmãs pouco tempo após o nascimento delas, quando as duas foram encaminhadas ao hospital onde ele atua como coordenador. Devido à complexidade, entrou em contato com a equipe do HC para articular as avaliações. Até agora, duas etapas foram realizadas, a última delas em 19 de maio, e foram concentradas na desvinculação de veias que unem as duas cabeças, o que ainda deve ser estender para a terceira fase, prevista para 4 de agosto. As meninas responderam bem à cirurgia e os pais estão otimistas com o processo de separação. A quarta etapa, que até então seria a última, será integralmente dedicada a expandir a área de cobertura da pele no crânio das crianças, hoje com 1 ano e dez meses, e garantir que elas tenham tecidos próprios suficientes para a finalização dos trabalhos mais adiante. Hélio Machado, chefe do Departamento de Neurocirurgia Pediátrica do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto Rodolfo Tiengo/G1 Legado científico Machado lidera um grupo de 30 profissionais especializados, da neurocirurgia à pediatria, da cirurgia plástica à enfermagem, todos focados em garantir que as crianças consigam ser separadas e estejam prontas a viver como qualquer outro ser humano. Afora os benefícios médicos esperados por todos, conseguir dissociar os cérebros das meninas também representa confirmar o sucesso de esforços e inovações em diferentes áreas, da neurocirurgia e cirurgia plástica à anestesia, da organização hospitalar à assistência social. "Precisamos saber quais são os custos envolvidos nisso, custos não só externos, de deslocamento etc, mas internos. O que vamos gastar com as instalações nossas, instalações especiais, equipamentos especiais, material, medicamento e pessoal. Quer dizer, gestão de todo esse pessoal, tudo o que vamos usar aqui, tudo isso já faz parte de um processo organizacional que envolve também um trabalho de pesquisa, ensino, divulgação." Imagem da segunda etapa da separação das gêmeas siamesas no HC em Ribeirão Preto Divulgação/HC-RP O uso dos simuladores tridimensionais - um dos recursos mais importantes no caso e aplicado em parceria com a equipe do neurocirurgião James Goodrich, do Montefiore Medical Center, de Nova York - tem sido estudado há cinco anos pela USP. Um dos resultados disso foram apresentados em um artigo produzido por pesquisadores da física médica e da medicina de Ribeirão publicado em março deste ano na revista científica norte-americana "3D Printing in Medicine", que trata do uso de materiais capazes de promover uma experiência morfológica real dos tecidos humanos na construção de simuladores baseados em ressonânicas magnéticas. Experiência que promete aumentar a qualidade da cirurgia e reduzir custos com treinamento médico. "Neste caso, claro que não sabíamos que iam nascer essas crianças. Eu já sabia que precisava criar um sistema que simulasse uma cirurgia." A prática desse procedimento entra em um contexto de avanços que têm sido conquistados gradativamente ao longo das últimas décadas pela universidade. Entre alguns dos mais emblemáticos, Machado, que é médico há 45 anos, menciona a criação do setor de malformações congênitas do crânio do sistema nervoso e as técnicas aprimoradas em torno de problemas como a epilepsia infantil e os tumores de hipófise. Equipe médica responsável pela cirurgia de gêmeas siamesas em Ribeirão Preto (SP) Divulgação/HC-FMRP/USP "São setores que não existiam e que foram criados usando mais ou menos esse mesmo tipo de enfoque, de abordagem, de trabalho multidisciplinar, de aperfeiçoamento, de procura de técnicas cirúrgicas modernas, muitas viagens pelo intercâmbio com países e pessoas que fazem técnicas diferentes." Contexto que estabelece, aos poucos, um modelo denominado precisão em cirurgia, e que, além dos simuladores, conta com inovações como o neuronavegador - uma espécie de GPS do cérebro, também usado na separação das siamesas - e o uso da robótica na realização das intervenções cirúrgicas, estudado desde 2013 e considerado um passo importante a ser dado em breve. "A cirurgia robótica usa muito dessa interface com a física, com a matemática e com o setor médico de imagem e todo o setor de simulação de um centro cirúrgico, e trouxe pra gente um novo modelo de cirurgia." Entrada do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, SP Rodolfo Tiengo/G1 Segundo Machado, o ineditismo dos trabalhos deve também se refletir no ensino da medicina e impulsionar cada vez mais pesquisas. Para ele, iniciativas como essa reforçam a necessidade de se investir em tecnologia nacional. A priori estimada em R$ 9,5 milhões, se feita nos Estados Unidos, a separação das gêmeas realizada na USP hoje está orçada em R$ 200 mil. "Tudo isso precisa ser feito, construído e adaptado aqui. Não podemos ficar eternamente comprando tecnologia do exterior. Isso não só é extremamente caro, mas limita a nossa produtividade, toda criatividade nossa dos pesquisadores brasileiros." Exemplo de inovação Os avanços da equipe multidisciplinar da USP em Ribeirão Preto começam a atrair os olhares de outros grupos médicos. De acordo com o chefe da Divisão de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas, Jayme Farina Junior, um cirurgião de Brasília (DF) esteve em Ribeirão no fim de semana em que foi realizada a segunda etapa dos trabalhos com as siamesas a fim de colher informações para levar à sua equipe no Distrito Federal, onde enfrenta um caso parecido. “Toda equipe passa por esse aprendizado, passa por esse crescimento profissional que vai inclusive permitir que nós sejamos inclusive um centro de referência para casos semelhantes. Já tem um caso semelhante em Brasília que vai nascer dentro de dois meses mais ou menos. O cirurgião de Brasília veio pra cá agora no final de semana pegar informações pra que a gente possa inclusive colaborar com a equipe deles”, diz. Segundo Machado, a adoção de equipes multidisciplinares é uma realidade no tratamento de diferentes doenças, como o câncer, mas poucos centros, geralmente especializados, têm a possibilidade de reunir um time de especialistas para lidar com uma cirurgia de tamanha complexidade. "É difícil você juntar vários especialistas para se ocupar de um único caso. Hoje as pessoas estão muito dispersas e não têm tempo para assumir casos assim dessa magnitude que duram muito tempo." Primeiro molde em acrílico dos crânios das siamesas foi desenvolvido nos Estados Unidos a pedido da equipe do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto Chico Escolano/EPTV Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão e Franca
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